Em tempos de LHC e boatos sobre o Fim do Mundo, é bacana ler coisas arrazoadas sobre o tema:
O Fim do Mundo é uma abstração porque nunca aconteceu. Ele não tem nenhuma existência no mundo real. Cessará de ser uma abstração apenas quando ocorrer - se ocorrer. (Não pretendo conhecer “o pensamento de Deus” sobre o assunto - nem possuo qualquer conhecimento científico sobre um futuro ainda não existente.) Vejo apenas uma imagem mental e suas ramificações emocionais; de tal forma que o identifico como um tipo de vírus fantasmagórico, uma estranha doença de mim mesmo, que deve ser eliminada em vez de ser hipocondriacamente cozida em banho-maria e tolerada. Desprezo o “Fim do Mundo” como um ícone ideológico apontado para minha cabeça pela religião, pelo Estado e pelo meio cultural, como uma razão para não se fazer nada.
Lembro de uma estranha sensação de euforia coletiva quando, em uma empresa em que eu trabalhava, o proprietário ameaçou os funcionários de fechar as portas e mandar todo mundo embora. Como se isso fosse uma grande sexta-feira.
Sinto que esse medo que as pessoas têm do fim do mundo é uma espécie de euforia disfarçada. Todos estão diante da grande demissão universal com uma alegria histérica, torcendo por uma sexta-feira perpétua e apocalíptica, como se ninguém estivesse contente com seu emprego, com sua vida, com nada.

4 comentários até agora ↓
1 léo e só // 18 9 2008 às 19:59
olá Alessandro.
eu não sei se vai ou não, mas aqui vai um pequeno momento jabá.
aceitando apagação ;)!
http://dancafragmentada.blogspot.com/2008/09/deus-e-o-lhc.html
2 Silvio // 19 9 2008 às 10:56
No dia seguinte que o LHC entrou em funcionamento, a frase que mais ouvi foi “Droga… o mundo não acabou!” hehe
3 Alessandro Martins // 21 9 2008 às 13:01
Silvio,
tenho certeza de que muita gente ficou decepcionada…
Abraços!
4 Alessandro Martins // 29 9 2008 às 9:03
Léo,
só agora vi seu comentário… tinha ido para o Spam. Coisas do plugin que cuida disso… às vezes ele é rigoroso em excesso…
Abraços!
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