Só empresto o que puder presentear

24 8 2008 por Alessandro Martins · 2 comentários

Já havia escrito aqui sobre a regra de ouro dos empréstimos - que pode ser aplicada a livros e a qualquer objeto - à qual cheguei um tanto intuitivamente e um tanto por experiência.

Mas eis que deparo uma das partes do livro A Culpa é do Livro, de Gabriel Gómez, surpreendentemente chamada de Só Empresto o Que Puder Presentear.

Sim, meu amigo. As idéias estão no ar. Aqueles que vibram em suas freqüências as captam.

Fiquei feliz também porque neste capítulo, sobre empréstimo de livros, Gabriel relata que, antigamente, havia um hábito dos donos de biblioteca. Colocar uma maldição entre as páginas dos livros para aqueles que os roubassem ou para aqueles que os tomassem emprestados sem devolver. Algo como:

A quem furtar um livro da minha biblioteca, que se transforme em uma serpente em suas mãos e o subjugue, que seja atacado por paralisia e todos os seus membros sejam amaldiçoados. Que agonize em dor, gritando por perdão. Que não haja descanso para sua agonia, até que se afunde na dissolução. Que os vermes dos livros roam suas entranhas…

O camarada ia lendo o livro e, de repente, dava de cara com um negócio desses. Não há benzimento que resolva.

Acho que até hoje em dia o sujeito é capaz de ficar com medo.

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    2 comentários até agora ↓

    • 1 Gabriel Gómez // 24 8 2008 às 18:49

      Obrigado Alessandro pelo comentário, mas quem decide fazer uma doação para a biblioteca do presídio é um dos personagens dos contos e não eu na cidade onde vivo… Esclareço isso porque senão vou também ser assassino ou ladrão dos cheiros dos livros nos outros contos mais adiante…
      Abraço

    • 2 Alessandro Martins // 24 8 2008 às 18:55

      Suprimi o trecho para não haver confusão, meu caro! Abraços!

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