Mapa da trajetória do Pequod em Moby Dick, de Herman Melville

20 8 2008 por Alessandro Martins · 2 comentários

Inicialmente eu estava tentando algum mapa da viagem do navio baleeiro Pequod pronto no Google Maps, feito por algum amante de literatura de boa vontade dado a esses passatempos. Fica a sugestão.

Mas, nessa busca, acabei por dar com um belíssimo mapa. Ele é um de uma série de 12 mapas literários baseados na literatura clássica inglesa e estadunidense.

Eles foram produzidos pela Harris-Seybold Company of Cleveland entre 1953 e 1964 (hoje a empresa é uma corporação ligada a programas de defesa dos Estados Unidos). Ele fez parte de um calendário impresso para demonstrar as qualidades dos equipamentos da empresa.

O ilustrador Everett Henry, responsável pelo trabalho, também era conhecido em Nova York, na época, por seu trabalho em murais como artista comercial. Além disso, o cara pelo pouco que eu entendo da coisa, dá uma aula de infografia.

Uma pena que o mapa não está a venda: faz parte do acervo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos que, além desse, possui outros 224 mapas do gênero literário. Verdadeiros guias do mundo da imaginação.

Note que ao centro, sobre um tablado, está o capitão Ahab (Acab em minha tradução), sobre um tablado, com sua perna de marfim. A jornada começa em verde, em Nantucket, nos Estados Unidos, passa pelo o amarelo e à medida que a tensão narrativa aumenta toma tons avermelhados. Cada ponto, naturalmente, é marcado pelo nome dos capítulos. Deve haver outros detalhes interessantes que a limitação do tamanho da gravura disponível na internet não permite ver.

Na verdade, quero acabar de escrever logo isso aqui para ver os outros tais 224 mapas literários da Biblioteca do Congresso.

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    Tags: Artes, design e arquitetura

    2 comentários até agora ↓

    • 1 Sergio Grigoletto // 20 8 2008 às 17:52

      Só pensando… O cinema é arte que nasceu graças a descobertas da ciência (o celulóide) e vendo esse mapa, fiquei a pensar quantas coisas ainda não sabemos cuja existência artística deve-se à ciência.
      A inspiração para um roteiro assim desenhado, com cores representando as tensões no livro, só pode ter nascido de gráficos estatísticos feitos para um sem número de coisas feitos por softwares de computador.
      Detalhe: vejam só a cor do jorro de Moby Dick. Toque de gênio.

    • 2 Alessandro Martins // 23 8 2008 às 15:03

      Sérgio,

      eu achei esse pôster simplesmente genial. Adoraria ter algo assim em minha parede…

      Abraços!

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