O site Restauração de Livros oferece serviços para quem precisa recuperar um volume deteriorado pelo tempo, atacado por alguma praga ou bolor ou danificado por mau uso.
Entre os serviços oferecidos:
- Conservação e preservação
- Encadernação
- Iniciação à arte de encadernação e restauração
- Restauração
No site, descobri por exemplo que a arte da encadernação surgiu paralelamente à queda do Império Romano. Uma vez que uma cultura iniciava sua dissolução, nasceu uma técnica, um artifício, que permitisse a melhor preservação do registro dessa cultura. Claro que, na história, nada se dá assim: “Ei, Nick! O Império Romano ruiu! Vamos criar a arte da encadernação!”. Mas é mais ou menos isso, de forma mais sutil, digamos.
A história da encadernação desenvolveu-se junto à evolução de estilos mobiliário. Importantes centros de encadernação surgiram por toda a Europa. Gradualmente, decorações com inspirações religiosas foram abandonadas em favor de emblemas ou símbolos da realeza. Esta foi área dos grandes mestres da pintura: em Veneza, Aldo Manuzio inventou um buril para reprodução e decoração dos livros, e, encorajado pelo famoso bibliófilo Grolier e o milanês Masoli, continuou a criar novos motivos para as suas encadernações.
Também não perca a seção de perguntas e respostas do site Restauração de Livros.
Via Art/Educando.

4 comentários até agora ↓
1 Elisa Kerr // 10 8 2008 às 17:44
A famosa bibliteca de Alexandria já restaurava seus rolos de pergaminhos e fico imaginando como eles faziam esses reparos. Uma coisa era boa, os bibliotecários dequelas época não conheciam as nossas fitas adesivas (tão usadas atualmente e tão danosas aos livros).
2 Suzana // 11 8 2008 às 10:15
Oi, Alessandro;
A editora Ateliê Editorial tem uma coleção bárbara chamada “Artes do livro”. O volume 4 é “Aldo Manuzio - Editor. Tipógrafo. Livreiro.” Recomendo.
Bjs
3 Alessandro Martins // 16 8 2008 às 9:53
Suzana,
vou procurar… parece que esse Aldo era fera mesmo…
Abraços do Ale.
4 Alessandro Martins // 16 8 2008 às 9:56
Elisa,
certamente eles deviam saber muito sobre conservação. Pena que, contra a sanha do fogo, não há conservação que resista.
Abraços do Ale.
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