O desafio do soneto machadiano

24 6 2008 por Alessandro Martins
· 5 comentários

Eu já falei aqui sobre o soneto de Dom Casmurro (leia mais).

No livro de Machado de Assis, o personagem Bentinho apresenta o verso inicial e o final de um soneto e, sendo incapaz de recheá-los com os outros 12, propõe o serviço ao leitor.

Diversos poetas de maior ou menor calibre já aceitaram a brincadeira.

E então? Aceita o desafio?

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    5 comentários até agora ↓

    • 1 Léo e só // 24 6 2008 às 15:12

      Olá Alessandro

      Depois dizem que o velho Casmurro, e o velho Machado, não tem humor.

      Que sutileza, pegou o pé quebrado de sua formação de escritor e fez um brincadeira muito da bom de interlocução com os leitores.

      abs

    • 2 guilherme // 24 6 2008 às 15:20

      Olá Alessandro gostei de seu blog e se possivel de uma passada no http://www.imperiohp.wordpress.com está sempre cheio de novidades…

    • 3 daisy // 24 6 2008 às 22:15

      Ale, gostaria de ver seu desempenho.
      Beijo poetinha :)

    • 4 Felipe // 25 6 2008 às 16:50

      Que legal!
      O livro que estou lendo agora é justamente Dom Casmurro. Acho que mais tarde vou arriscar continuar o soneto, só por diversão. :-)

      Hoje esbarrei nesta notícia, contando sobre um erro tipográfico em Poesias Completas. Trágico, mas engraçado:

      http://bazardaspalavras.blogspot.com/2008/05/o-terror-dos-escritores.html

    • 5 cyroba braga ritzmann // 11 7 2008 às 14:06

      Eis o meu soneto:
      FLOR DO CÉU

      “Oh! flor do céu! oh! flor cândida e pura!”
      És a mais nobre em todas as virtudes,
      espelho onde me vejo com bravura,
      desafiando densas acritudes.

      Oh! Justiça inflamada que depura,
      faz-me vibrar em todas atitudes,
      corre em meu ser e quase me tortura,
      num manancial de intensas retitudes.

      Neste mundo de luta forte e brava,
      impossível pactuar com a injustiça,
      sequer,permanecer como uma escrava.

      Não é digno viver como canalha!
      Não é! E num assomo de justiça,
      “Perde-se a vida, ganha-se a batalha!”

      Cyroba Cecy Braga Oliveira Ritzmann

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