Filmes que vi nos anos 90 no cinema

11 6 2008 por Alessandro Martins · 9 comentários

Vou aproveitar que estou com esse Almanaque Anos 90 - que ganhei da assessoria de imprensa da editora Agir - e, com ajuda do capítulo sobre Cinema, listar os filmes que vi em salas de projeção naquela época e o que significaram para mim.

Claro que vi mais coisas, mas não vou conseguir lembrar de tudo. Mas o mais significativo é que a maioria deles assisti ainda em cinemas de rua que, como vocês devem saber, são coisa do passado, pelo menos aqui em Curitiba.

Agora só em Xópingue.

Pois bem:

  • Carlota Joaquina, de Carla Camurati - lembro de a diretora dizendo antes da exibição que o sistema de som do Cine Luz era ruim. O filme também era.
  • Terra Estrangeira, de Walter Salles - deu vontade de ir para Portugal e ficar preto-e-branco. Sem falar que eu tenho uma coisa pela Fernanda Torres.
  • O Quatrilho, de Fábio Barreto - como é que esse filme disputou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro?
  • Menino Maluquinho, de Helvécio Raton - é baseado na obra de Ziraldo. Não me empolgou tanto quanto o livro.
  • O que é isso, companheiro?, de Bruno Barreto - uma professora esquerdista do Cefet fez a gente ler o livro do Gabeira. O livro não é ruim, nem o filme. Mas não consegui ver o Luis Fernando Guimarães a sério. É que, quando ele é sério, ele é engraçado.
  • Pequeno Dicionário Amoroso, de Samara Werneck - vi com minha primeira namorada a sério. No final, ela ficou triste. Às sextas, eu via Arquivo X, com ela. Depois Milenium. Depois um programa semi-erótico da Playboy.
  • Central do Brasil, de Walter Salles - Aí eu vi que o cinema brasileiro estava começando a querer falar com as pessoas comuns como eu e você, sem ser uma novela na tela mas também sem ser uma tese de doutorado.
  • Um Copo de Cólera, Aluízio Abranches - eu já gostava do livro do Raduan Nassar. Continuo preferindo o livro, mas foi bom ver o Alexandre Borges e a Julia Lemmertz se pegando.
  • Drácula de Bram Stoker, de Francis Ford Copolla - eu torci pelo vampiro, assim como no Fantasma da Ópera eu torço pelo fantasma da ópera.
  • Entrevista com o vampiro - aquilo do Tom Cruise mordendo o pescoço do Brad Pitt - e demais interações - deixou-me um tanto incomodado.
  • Edward Mãos de Tesoura, de Tim Burton - gostei.
  • A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça - não gostei.
  • Pulp Fiction, de Quentin Tarantino - que me fez ver Cães de Aluguel, que me fez querer ter um terno preto.
  • Meninos não choram - provavelmente o filme mais legitimamente triste da década de 90. Não por tratar da temática homossexual. A temática homossexual é irrelevante no caso desse filme. O filme é humanamente triste.
  • Despedida em Las Vegas - provavelmente o filme mais legitimamente triste da década de 90. Não por tratar da temática do vício. A temática do vício é irrelevante no caso desse filme. O filme é humanamente triste.
  • O Paciente Inglês - dormi.
  • Meu Primeiro Amor - filminho de sessão da tarde, mas não esqueço dele porque a menina com quem fui ao cinema chorou e soluçou tanto e tão alto que quase fomos expulsos pelo lanterninha.
  • A vida é bela - que grande puxa-saco dos estadunidenses é esse Benigni, não?
  • Forrest Gump - Vi com meu pai em um cinema pequenino de shopping. A tela também era pequena. O público também. Aprendi que nos Estados Unidos até um idiota pode se dar bem desde que saiba contar histórias e tenha bom coração.
  • Ghost - Fui com duas amigas de quem era a fim. As duas saíram do cinema com olhos vermelhos. Foi no Cine Condor, onde também vi Indiana Jones e a Última Cruzada com meu pai. O prédio virou bingo, depois igreja evangélica e depois não sei. Deve ter virado estacionamento. Um dia tudo vira estacionamento.
  • Trainspotting - é incrível, mas não consigo lembrar se vi no cinema ou em vídeo.
  • De olhos bem fechados - a cena da orgia mudou a vida de muita gente que freqüenta bailes de máscaras que conheço.
  • Boogie Nights - filme do ótimo Paul Thomas Anderson, de Magnólia, sobre a indústria pornográfica. Fui com a minha namorada - aquela de O Pequeno Dicionário Amoroso. Ela achou o fim aquele tipo de vida, mas a cena final não pareceu incomodá-la.
  • A Liberdade é Azul, A Igualdade é Branca e A Fraternidade é Vermelha - vi a trilogia de Kieslowski no Cine Luz. Provavelmente foi em uma daquelas Sessões da Meia Noite que formavam filas imensas e que lotavam o cinema.
  • Corra, Lola, Corra - a quantidade de cabeleiras vermelhas que se via nas ruas naquele 1999 dobrou.
  • O Sexto Sentido - ir ao banheiro à noite ganhou novos significados.
  • À Espera de um Milagre - fui ver com meu pai também. Incrível como eu gosto de ir ao cinema com meu pai mesmo para ver filmes secundários.
  • O Clube da Luta - Sem dúvida o filme mais legal dos anos 90. Saí do cinema meio sem saber o que achar. Mais tarde, graças a esse filme, descobri um dos meus autores preferidos atualmente: Chuck Palahniuk.
  • O Mundo de Andy - O melhor filme com Jim Carrey. Por se tratar de um drama sobre um comediante, muita gente acabou entrando no filme errado…
  • Além da Linha Vermelha - Um filme de guerra, mas que fala sobre muitas outras coisas. Imperdível.
  • Titanic - Só eu acho que aquela velha estava caduca?
  • Garotos de Programa - Vi numa daquelas sessões da meia-noite do Cine Luz, anos depois do lançamento que foi em 1991. Depois da morte de River Phoenix virou uma espécie de filme cultuado.
  • Matrix - O primeiro foi surpreendente. As seqüências não tinham mais como surpreender, mas eles tinha que acabar a história, não é mesmo?
  • O Colecionador de Ossos - Angelina Jolie coloca uma parte de Denzel Washington em sua boca. O resto eu não lembro. Ou será que estou inventando isso?
  • Gattaca - por que esse filme é tão pouco valorizado?
  • Dogma - nada do que Kevin Smith faça será tão despretensiosamente bom quanto O Balconista.
  • Dança com Lobos - O que anda fazendo Kevin Costner?

Claro que devo ter visto outros filmes no cinema naquela década. Além disso, vi outros filmes daquela década em vídeo ou em DVD. E também estes foram os que consegui lembrar com ajuda do almanaque. Infelizmente a memória não é como algo que pode ser projetado em uma tela sem que se perca nenhum quadro.

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    Tags: Cinema

    9 comentários até agora ↓

    • 1 Fabio Brito - PsychoPenguin // 11 6 2008 às 11:00

      Forrest Gump me ensinou que tudo que se precisa fazer nessa vida é correr.

      (e talvez ter um barco de pesca de camarão)

    • 2 Tina Lopes // 11 6 2008 às 14:03

      Uau, adorei esse post. No geral os anos 90 não foram grande coisa pro cinema, né?

    • 3 Suellen // 11 6 2008 às 14:09

      Forrest Gump é para mim o filme mais imbecil da história. Junto com o Resgate do Soldado Ryan. Acho que não fazem sentido algum.

    • 4 Anna C. // 12 6 2008 às 4:58

      “Gattaca” está no meu top 5 de melhores filmes de ficção científica. E também não entendo por que ele é tão pouco valorizado…

    • 5 Alessandro Martins // 14 6 2008 às 9:54

      Resposta para Anna C.: vai saber. é um filme tão cool!

    • 6 Alessandro Martins // 14 6 2008 às 9:56

      Resposta para Suellen: Não acho que seja o filme mais imbecil da história. Até gosto dele. Também gosto do Resgate do Soldado Ryan. Abraços!

    • 7 Alessandro Martins // 14 6 2008 às 9:57

      Resposta para Tina Lopes: Até que um ou outro deu a sua cacetada…

    • 8 Alessandro Martins // 14 6 2008 às 9:57

      Resposta para Fabio Brito - PsychoPenguin: nos anos 90, correr. Nos zerenta, sentar, descansar e olhar o desastre. Hohoho.

    • 9 Robert Rodrigues // 23 6 2008 às 17:09

      Eu adorei o Forrest Gump, um filme que envolve inúmeras situações de alegria e de tristeza. Eu acho um dos melhores filmes que já vi.

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