Os anos 90 são os novos anos 80.
Um dia meu amigo Itacy chegou de manhã - antes das aulas no Cefet, onde fiz Mecânica - e disse que tinha ouvido uma banda muito boa chamada Nirvana.
E, depois do que pareceram minutos, recebi em casa o Almanaque Anos 90, de Silvio Essinger, lançamento da editora Agir.
Embora eu não costume falar de lançamentos por aqui, esse foi o único dos livros oferecido pela assessoria de imprensa da empresa que me interessou justamente por trazer velharias em suas páginas.
E constatei que, realmente, os anos 90 produziram tanto ou mais lixo quanto os anos 80. Não demora e começaremos a ver Festas Anos 90, como era comum há alguns anos ver Festas Anos 80. E serão tão ou mais bregas, mostrando que as coisas primeiro acontecem como tragédia e, depois, se repetem como comédia. Não lembro quem disse isso.
E, sim, também houve coisas boas.
Claro que o livro não aprofunda nenhum tema. Um almanaque tem mais o objetivo de ser um álbum de lembranças, falar superficialmente de superficialidades. O objetivo é a abrangência. Assim os significados profundos estão mais em quem lê do que nas páginas lidas.
O que mais me chamou a atenção relembrando daqueles 10 anos graças ao livro: os VJs da MTV daquela época pareciam ter mais densidade. Os que restaram desde então ganham pelo contraste com os novos.
São sete capítulos: música, televisão, cinema, mídia, tecnologia, comportamento e esportes. Todos esses temas me interessam de uma forma ou de outra. Tem duas ou três páginas - das 302 - em que se fala de livros, mas nada realmente importante.
Eu ia abordar todos aqui, mas acho que vale a pena fazer artigos separados para alguns desses capítulos, pois este artigo ficaria muito longo e enfastiante. A década de 90, parece, durou uns 10 anos e eu não quero que meus textos durem mais que ela.
* Os gramáticos puristas dirão que o correto é “anos oitentas” e “anos noventas”. E devem estar certos. Mas este é um daqueles casos em que eu prefiro parecer certo a estar certo.

10 comentários até agora ↓
1 Tina Lopes // 10 6 2008 às 14:18
Os anos 90 são os novos 80. O cinza é o novo preto. Os 40 (anos) são os novos 30 - ufa. E acrescento: os gordos são os novos gays (tratando-se de preconceito) e assim o mundo muda e não muda nada.
2 Léo e só // 10 6 2008 às 14:32
Olá Alessandro
Estou ansioso para ler seus comentários
3 ana lucia // 10 6 2008 às 18:32
Das coisas do passado o que fica para mim é só a música. Ainda gosto muito daquelas bandas dos anos 80: Echo, Depeche Mode, Cocteau Twins, Iron Maiden, etc. Nirvana passou despercebido. Abraço.
4 Silvia S. // 11 6 2008 às 8:47
Alessandro, eu saio pela tangente: eu digo na década de 90/80/70… (risos) Será que vale?
5 Alessandro Martins // 14 6 2008 às 9:58
Resposta para Silvia S.: vale. Daqui a 200 anos vão olhar e achar tudo a mesma m…
6 Alessandro Martins // 14 6 2008 às 10:00
Resposta para ana lucia: eu até gostava do nirvana, Ana. Mas nos anos 90 eu ainda tinha um gosto meio amorfo. Não sabia muito bem o que eu queria…
7 Alessandro Martins // 14 6 2008 às 10:01
Resposta para Léo e só: nem tenho muito o que comentar. acho que o almanaque só vai servir para reavivar minha memória…. abratz
8 Alessandro Martins // 14 6 2008 às 10:02
Resposta para Tina Lopes: pois é. o velho sempre engendra o novo.
9 Neto Cury // 16 6 2008 às 1:12
Isso não tem jeito!!!
Esses dias estava tentando explicar pro meu enteado de 11 anos quem era Micharl Jordan!!!
Isso é inconcebível uma pessoa não conhecer a fama do maior jogador de basquete do mundo…
Totalmente anos 90… fazer o que?!
10 Léo e só // 16 6 2008 às 11:54
Neto, Michael não é nada , e o Magic Johnson ou o famoso Dream Team.
Os caras já entraram com a medalha de ouro nas mãos!
abs
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