
Lembro de uma colega de faculdade que observou que, para ler Cem Anos de Solidão, era necessário ter caneta e papel ao alcance para, aos poucos, ir desenhando a árvore genealógica dos personagens. Nomes parecidos em uma narrativa cheia de idas e voltas no tempo.
Não tenho certeza, mas acho que a intenção do autor foi essa mesma, a de misturar as histórias em um tempo sempre presente, simultaneamente infinito (cem anos) e pontual.
Porém, se você prefere ter tudo as claras - e nada errado com isso - pode ver a Árvore Genealógica dos Personagens no site do jornal El Mercurio, bem como outras informações.
Fonte: Nosolibros

10 comentários até agora ↓
1 Rodrigo Stulzer // 5 6 2008 às 8:41
Cem Anos de Solidão foi um dos melhores livros que já li. E a confusão entre os personagens acho que é até um atrativo a mais no livro. Não senti necessidade de saber qual Aureliano era o do momento :-)
Até comprei a edição comemorativa, editada pela Associação das Academias de Lingua Espanhola.
2 Diego Dotta // 5 6 2008 às 10:36
Eu me senti muito incomodado com essa característica, da metade para o final estava lendo o livro contra meu gosto, tentando entender a razão de muitas pessoas gostarem.
Só pq os personagens têm quase o mesmo nome não quer dizer que têm os mesmos perfis.
3 Daniela // 5 6 2008 às 12:09
Uma das melhores obras já escritas! Agora até os perdidinhos de plantão podem acompanhar a trama…
4 Léo e só // 6 6 2008 às 13:57
Mas quem leu, disse que os irmãos Karamazov é pior ainda. eu hein!
:O!
5 Alessandro Martins // 7 6 2008 às 13:11
@Léo e só: essa história de família sempre dá problema.
6 Alessandro Martins // 7 6 2008 às 13:18
@Daniela: hehe. Acho que eu prefiro continuar perdido. E gosto muito de Amor nos Tempos do Cólera também. Abraços!
7 Alessandro Martins // 7 6 2008 às 13:21
@Diego Dotta: sem dúvida, Diego… apesar de serem nomes iguais, os personagens são totalmente diferentes. É só prestar atenção.
8 Alessandro Martins // 7 6 2008 às 13:22
@Rodrigo Stulzer: eu também sou partidário da confusão. Às vezes nas famílias os acontecidos com um se confundem com os de outro parente… mas fica tudo em família mesmo. As histórias pertencem a todos sob certo ponto de vista…
9 _Maga // 7 6 2008 às 17:55
Não precisei de papel e caneta pra ler o livro, mas dica é boa mesmo. Tão boa, que algumas edições já trazem uma anexo com a arvore genealógica dos Buendia.
Um abraço
10 Alessandro Martins // 14 6 2008 às 10:06
Resposta para _Maga: não sabia desse detalhe, Maga. Será que o autor aprova?
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