A despeito de todas as qualidades de Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, é constantemente lembrado pela velha dúvida.
Afinal, por que o nome do romance é Os Três Mosqueteiros se, com d’Artagnan, eles são quatro?
Eu tenho algumas teses a esse respeito que pretendo confirmar ou não ao longo da leitura do livro que ora iniciei.
A primeira era de que a história era narrada por d’Artagnan, no estilo memorialista. Logo, do ponto de vista dele, são seriam de fato, os seus três amigos mosqueteiros.
De certo modo, já não se confirmou, pois trata-se de um narrador que está fora da história. Porém ele baseia muito de sua narrativa nas fictícias Memórias do Sr. d’Artagnan, que encontrou nas pesquisas que fazia na Biblioteca Real para escrever a história de Luís XIV. O que, de certo modo, dá aval a essa primeira hipótese.
A outra possibilidade está no fato de na maior parte da história d’Artagnan não ser um mosqueteiro realmente. Ele só é admitido ao corpo lá pelo final da história. Se não me engano. Como disse, ainda estou lendo o livro.
E você? Por que acha que os três mosqueteiros são quatro?



12 comentários até agora ↓
1 Bardo // 4 4 2008 às 9:04
Não lembro onde exatamente, mas lembro de ter lido uma vez que o d’Artagnan foi colocado na história pra um papel secundário, mas se mostrou um personagem tão legal que Dumas acabou deixando-o ficar…
2 Suzana // 4 4 2008 às 10:57
A história é dos Três Mosqueteiros - uma amizade longa, uma história comum de que d’Artagnan não participa. Eles representam, na verdade, um corpo e um ideal que, à época em que o novato chega, já começam a se tornar ultrapassados. Uma forma de defender uma coroa que de divina parece não ter mais nada.
O fim é extremamente triste. A decadência dos três é, na verdade, a decadência do próprio regimento dos Mosqueteiros reis.
3 Evandro // 4 4 2008 às 11:24
Eu também sempre achei que era porque d´Artagnan não era um mosqueteiro …
4 Marco Carvalho // 4 4 2008 às 11:28
Já fazem uns 2 anos que li e recordo de fazer aquela nota mental: “ah! então são três mosqueteiros pois d´Artagnan só entra no final”.
Embora tenha gostado da sua teoria mais poética acerca de considerar que a história é contada pelo darshana de d´Artagnan.
abraços amigo mosqueteiro :)
5 daisy // 4 4 2008 às 15:30
Oi Ale!
Peço permissão para divulgar uma aberração no mundo das artes, onde um suposto artista plástico, GUILLERMO VARGAS HABACUC, usou, na América Central, um cão de rua para fazer parte de sua exposição. O cão veio a morrer e o pior é que a dita Bienal convidou este cruel ser humano que se diz artista a participar de novo (com outro cão) na ‘Bienal’ de 2008.
Por favor, assinem este abaixo-assinado online para que evitemos esta crueldade que este cara quer fazer “em nome da ARTE!”
Obrigada a todos.
http://palavrassussurradas.wordpress.com/2008/04/03/guillermo-vargas-habacuc-crueldade-contra-animais/
6 Anny // 4 4 2008 às 15:44
Quando vi o filme, achei muito bom. Não li o livro então nem posso dar opinião sobre o assunto. Parece que você tem comentaristas muito bem informados, certo?
7 marcus // 5 4 2008 às 9:23
Creio que o livro se chame Os Três Mosqueteiros porque Athos, Porthos e Aramis se conheceram muito tempo antes de D’Artagnan chegar à Paris. Tanto que, como já foi dito por ti, no início da história ele não era mosqueteiro de fato: era um estagiário ou algo parecido.
Putz, que aviso enorme para o Subscribe to comments.
8 Alessandro Martins // 5 4 2008 às 17:48
Gostei muito da versão da Suzana e, ao que parece, todos concordam com a história do fato de Athos, Porthos e Aramis se conhecerem muito antes de d’Artagnan chegar ao grupo… agora essa história que a Daisy publicou parece até ser um daqueles hoaxes, feitos para propagar listas de emails… eu já tinha ouvido falar dessa história, mas há coisa de uns dois anos…
9 Gustavo B. // 6 4 2008 às 22:03
Sou assinante do Iniciante na Bolsa, também viciado e livros, só descobri que mantém esse blog com o post de 1º de abril, grata surpresa!
Quanto ao livro, entra no meu top 10 da categoria “entretenimento” fácil. Nem sabia que havia dissidências quanto aos três mosqueteiros, para mim sempre foi claro que a história, em termos muito gerais, é sobre como d’Artagnan veio a ser mosqueteiro. Ele é admitido na academia de guardas, regimento inferior aos Mosqueteiros, só se tornando mosqueteiro no último capítulo, para ser mais exato, na última página. Assim, nada mais certo do que Os Três Mosqueteiros.
10 Diego Matias // 8 4 2008 às 12:11
Eu não li o livro… mas vi todos os filmes, serve?
11 Alessandro Martins // 8 4 2008 às 13:00
Oi, Gustavo… pior que o post foi em primeiro de abril, mas a notícia é bem verdadeiro… hahaha!
Diego, meu conselho é: leia! Comecei e não consigo parar. Basta ter um momento livre e lá estou com ele aberto sob os olhos…
12 Neto Cury // 8 4 2008 às 16:47
Na realidade é o seguinte:
Eram muitos mosqueteiros, até que, como não eram mais necessários foram se acabando, até que restaram apenas os 3 famosos, foi quando apareceu d’Artagnan e por ironia quando este desafiou (sem saber que eram mosqueteiros) um dos mosqueteiros. Quando o duelo ia se iniciar os perseguidores dos mosqueteiros (mandados pelo cardeal) apareceram e o futuro 4º mosqueteiro também estava marcado casualmente como mosqueteiro e todos lutaram contra os perseguidores.
d’Artagnan desempenhou um papel importatíssimo junto aos 3 mosqueteiros dali em diante… e só não vou contar mais detalhes para não estragar sua leitura.
A fissura de d’Artagnan pelos mosqueteiros, deu-se porque seu pai também havia sido um mosqueteiro!
Abração
Deixe um comentário