E o que faria outro piloto mais merecedor da morte?

17 3 2008 por Alessandro Martins · 30 comentários

“Se soubesse que era Saint-Exupéry, jamais teria abatido o avião”, admite o ex-piloto da Lufwaffe, que acrescenta só ter descoberto muito tempo depois que era o responsável pelo desaparecimento do escritor.

Quer dizer… o que faz você imaginar que outro ser humano merece morrer apenas por não ser o autor de O Pequeno Príncipe?

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    Tags: Ética

    30 comentários até agora ↓

    • 1 Lady Cronopio // 17 3 2008 às 10:45

      Ter escrito “O Alquimista”

    • 2 Alessandro Martins // 17 3 2008 às 11:39

      Lady Engraçadinha.

    • 3 Flávia // 17 3 2008 às 13:36

      Que filho da mãe! depois faz pose de madalena arrependida, e, como quem não quer nada, sai vendendo livrinho…
      Tomara que a edição afunde como os aviões que ele abateu!
      Vc sabia que o campeche, aqui em Florianópolis, era rota de pouso de Saint-Exupéry? onde ele era conhecido pelos nativos como Zé Perri?
      abç, f

    • 4 Mario Castro // 17 3 2008 às 15:02

      Muito interessante Flávia. De agora em diante vou chamar Saint-Exupéry de Zé Perri. Como sou bibliotecário, pode ser que algum usuário não entenda, mas eu explico.

      Alessandro, essa frase foi realmente muito apropriada: “E o que faria outro piloto mais merecedor da morte?”. É possível realmente quantificar o valor de uma vida? A vida de uma pessoa famosa vale mais do que a de um desconhecido? Indo além: quantas pessoas necessitam morrer na Etiópia ou no Sudão para comover o mundo? A vida de um europeu ou americano (estadunidense para quem preferir) vale mais?

      Bom tema para discussão.

      Grande abraço!

    • 5 Alessandro Martins // 17 3 2008 às 15:48

      Flávia: e também sei que Campeche quer dizer Campo de Peixe :-)

      Mário: esse lance de quantificação da morte é uma coisa muito difícil de entender. É engraçado como as pessoas se comovem mais com a perda de algumas vidas e com outras não… seja pela violência com que o fato se deu, seja com quem se deu, enfim… a perda de uma vida é a perda de uma vida… cada um sabe quais perdas lhe doem mais… tem razão, mas admito que conseguir se comover por todas é sobre-humano…

    • 6 Flávia // 17 3 2008 às 15:57

      Alessandro: há controvércias. E especulações. Essa é uma delas… mas não lembro das outras (e tenho preguiça de procurar)…
      Alessandro e Mário ; eu sempre acabo citando John Donne - nenhum homem é uma ilha. E cada vez me sensibilizo mais com cada rocha perdida pelo continente. Deve ser a idade…

    • 7 daisy // 17 3 2008 às 16:00

      Choca mais a quantidade de soldados anônimos que caem a todo minuto como bonequinhos de chumbo.

    • 8 Anny // 17 3 2008 às 17:05

      Que dicussão boa. Engraçado como as pessoas agem e depois querem ser absolvidas da culpa com uma desculpa. Mesmo como essa sem ´pé nem cabeça…

    • 9 Siteja // 18 3 2008 às 1:53

      Anny: Concordo com você… Na verdade o ex-piloto só não quer ficar de vilão na história, e para isso, dá uma de arrependido. Só que nessa tentativa, ele foi muito infeliz.

      Alessando: Só por curiosiade… Você voutou a colocar a tag “nofollow” nos links dos comentários?! Por que?

    • 10 Evandro // 18 3 2008 às 10:49

      Lady, muito engraçado! :)

      Agora, guerra é guerra e ele tinha que derrubar o avião. Só que dizer que não teria feito se soubesse que era o escritor eu duvido muito, ele até pode estar arrependido, mas era a guerra, o que mais ele poderia fazer, se entrou nela tem que lutar e matar, é triste…

    • 11 Flávia // 18 3 2008 às 11:06

      Evandro,
      tem aquele filme o pianista, lembra?
      o oficial nazista poupa o pianista ao ouvir sua música.
      Em se tratando de humanos, eu acredito em todas as possibilidades…

    • 12 Evandro // 18 3 2008 às 11:20

      Flávia: Também acredito na bondade e compaixão humana, mas é difícil julgar agora, ainda mais que eles estavam em aviões e não dá para saber quem está dentro ou não… eu dele teria ficado bem quieto, só que ele está lançando um livro, sei lá isso tá muito estranho, seria preciso ler esse livro para entender melhor.

    • 13 Flávia // 18 3 2008 às 12:12

      Não! Vamos combinar que não vamos ler, tá?
      Afinal, ele matou o Zé Perri!!!
      E agora tá se fazendo de tadinhao para vender livros!?
      Vamos só falar mal dele tá? mas nnao ajudar a vender livros…

    • 14 Alessandro Martins // 18 3 2008 às 12:28

      Oi, Siteja…

      eu estou tendo alguns problemas com os plugins e estou tendo que desativar alguns, inclusive os que gerenciavam a presença da indesejável tag nofollow nos comentários.

      No entanto, sei que sua presença aqui é totalmente desinteressada e isso não vai afetar sua participação ;-)

      Assim que conseguir entender o que está acontecendo com o envio dos comentários para meu email pretendo reativar todos os plugins.

      Abraços,
      meu caro.

    • 15 Evandro // 18 3 2008 às 12:40

      Nossa Flávia, olha eu entrando no marketing do sujeito! rsrsrs Isso mesmo, nada de comprar livro dele!

    • 16 Flávia // 18 3 2008 às 14:57

      hehe!
      distraído…

    • 17 vinicius // 18 3 2008 às 15:43

      distraído é ótimo!

      mas, pra mim vale aquele velho ditado:
      “quem está na chuva … ” ops, “quem está na guerra é pra venc…” ops, “quem está na guerra é pra morr…” ops, - era um escritor… que pena!

      no fim das contas, de uma forma ou de outra, o piloto alemão está parafraseando o monstro marinho “ahhhh, eu não sabia”; - ops, foi mal!

    • 18 Flávia // 18 3 2008 às 16:09

      para o bem ou para o mal é bom a gente começar a publicar uns livrinhos. Com monstros marinhos duvido que funcione, mas quem sabe pilotos alemães. Será que israelenses, palestinos, terroristas e etc andam interessados em litertura?

    • 19 Alessandro Martins // 18 3 2008 às 19:06

      Hahaha. Estou adorando a conversa de vocês. Jamais imaginei que um post tão curto fosse render tanto…

    • 20 Evandro // 18 3 2008 às 19:57

      distraído…. a Flávia é uma pessoa muito delicada e gentil :) Aposto que te deu vontade de falar “Cabeçudo! Não tá vendo que o cara só quer vender?” hahaha
      O pior é que eu sou distraído mesmo… ;)

      Alessandro: A conversa está mesmo divertida!

    • 21 Siteja // 19 3 2008 às 0:35

      Legal Alessandro… Gosto muito da forma como escreve e principalmente do conteúdo de seus posts, por isso seu blog está entre os sites que visito periodicamente. Porém prefiro deixar comentários apenas nos blogs que não utilizam da tag nofollow, porque acho que sem o nofollow o blog está de certa forma retribuindo nosso comentário.

      Mas independente de qualquer coisa (com ou sem nofollow), estarei sempre aqui, lendo e me divertindo com seus posts.

      Um grande abraço.

    • 22 Flávia // 19 3 2008 às 0:48

      Hehe… e não é que o papo continua?
      Evandro, não coloque palavras na mina boca! Eu só quis dizer distraído, mesmo. Até por identificação e solidariedade, pq sou a rainha das mosconas!
      É Alessandro, começamos com um papo cabeça sobre o valor de uma vida e decambamos para a bobajada! Que bom, né?
      Post pequeninho mas dos bons…
      bjs, Flávia

    • 23 Mario Castro // 19 3 2008 às 9:41

      Sem entrar no mérito ou demérito da guerra, acho que seria mais digno ao piloto dizer que naquele momento ele cumpriu seu dever. Caso eu vivesse naquela época e estivesse no lugar do tal piloto provavelmente teria atirado.

      De forma alguma objetivo defender ele ou a guerra, mas sou contra um olhar etnocêntrico. Muita coisa mudou nos valores humanos desde a segunda guerra, mas se vivêssemos naquele momento, no turbilhão de acontecimentos que determinaria o futuro de muitas nações e por que não da própria humanidade, quantos de nós também não lutaria e mataria?

      O que é revoltante é ele querer ganhar dinheiro com a história e dizer que se arrependeu.

      O amor universal é difícil de atingir, mas sabemos que cada vida é insubstituível. Naquele evento um escritor que iluminaria muitas vidas com suas palavras morreu, porém considerando os “crimes” ocorridos durante a segunda guerra essa atitude do piloto alemão não foi das piores, até porque é infelizmente compreensível. O holocausto e as duas (quem sabe três) bombas atômicas no Japão são mais dignos de arrependimentos.

    • 24 Evandro // 19 3 2008 às 10:44

      OK Flávia, eu estava brincando! :) Me diz só uma coisa, o que significa Rainha das Mosconas? O Alessandro deve estar querendo me matar….

      Mario Castro: concordo com você, o duro é o cara aparecer agora, lançar um livro, dizer que foi ele e tudo para ganhar dinheiro, ou se redimir…

    • 25 Flávia // 19 3 2008 às 10:54

      Caro Mário, um nazista é sempre etnocêntrico. O nazismo é um dos exemplos mais cabais do etnocentrismo, exmplo que sempre dou nas minha aulas de antroplologia sobre etnocentrismo (hehe, sou antropóloga). Sou relativista até onde entra em questão os direitos humanos e a vida humana.
      mas vc está certo, o cara à epoca deve ter sido um tremendo nazistão que por acaso havia lido o Pequeno príncipe. Um nazista peseudo sensível. Hãrgh!
      Evandro: nossa! agora vc fez eu me sentir muito velha! A rainha das mosconas quer dizer a distraida chefe, a principal. Ou seja, te chamei de moscão. Um maoscão subordinado, mas ainda assim um moscão…

    • 26 Flávia // 19 3 2008 às 10:56

      peseudo é muita mosquice!!!

    • 27 Mario Castro // 19 3 2008 às 12:05

      “Sou relativista até onde entra em questão os direitos humanos e a vida humana”. Ótima frase. Penso o mesmo. Para deixar claro, quando falei em etnocentrismo me referia ao fato de não julgar o piloto por ter atirado. Agora, se ele compactuava com as idéias nazistas, principalmente as mais baixas, eu não sei. Pode ser que sim.

      Ele pode estar sendo verdadeiro ao falar que não atiraria se soubesse que era o autor. Assim como o muito bem lembrado “O pianista”.

      Eu li a meteria muito rápido, mas pelo que entendi o livro foi escrito por Vanrell, um submarinista francês, e por Gartzen, fundador da Associação de Busca de Aviões Perdidos Durante a Guerra. Eles realizaram uma grande pesquisa e investigação para desvendar o mistério de desaparecimento de Saint-Exupéry. O título do livro é “Saint-Exupéry, o último segredo”. O piloto não deve estar ganhando nada além de fama com o livro. E por mais que ele se faça de bom menino não acredito que ser nazista possa algum dia se reverter em boa fama. A leitura do livro me parece interessante.

    • 28 Alessandro Martins // 19 3 2008 às 12:48

      Siteja,

      pois saiba que será sempre bem-vindo. Pretendo regularizar a situação em breve.

      Abraços fortes!

    • 29 Alexandre Kovacs // 20 3 2008 às 22:42

      Cheguei atrasado no debate, que pena. Parabéns Alessandro a postagem acertou em cheio!!

    • 30 Alessandro Martins // 21 3 2008 às 8:06

      … sim, sim… foi o que pensou a madalena arrependida do post… “acertei em cheio”!

      Abraços, meu caro Alexandre…

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