
Os raios catódicos dos televisores têm o poder de drenar os pensamentos das mentes mais poderosas.
Assim, incomoda-me um pouco o fato de haver restaurantes - para citar só um tipo de estabelecimento - que mantém esses aparelhos ligados a todo momento. Isso sem falar em salas de espera, saguões de hotel, aeroportos e demais aglomerações.
E em vez de concentrar-se em manter uma conversação mais ou menos elevada, um ou outro conviva acaba tendo sua atenção sugada para a máquina de fazer zumbis. É inevitável.
Claro que é um caso de invadir a liberdade alheia, afinal, talvez existam pessoas mais interessadas na tela que na conversa ou na comida. Porém, acho que esse é um tipo de guerrilha inofensiva.
Eu não costumo assistir tevê. Não tenho nem tevê a cabo. Não que eu odeie. Mas, no fim das contas, é possível fazer tantas coisas interessantes sem ela que me sobra pouco tempo para isso.

13 comentários até agora ↓
1 Susana // 20 1 2008 às 12:36
Recentemente assinei uma tv a cabo para obter uma vantagem no pacote com telefonia e acesso maior via web. Os poucos canais que foram acrescidos ao meu televisor não me levam a querer uma assinatura completa. É raro o programa que não faça essa “drenagem” que relataste, e quando existem são reprisados constantemente. Prefiro sair com meu cachorro do que ficar na frente de tanta babaquice.
2 marcus // 20 1 2008 às 13:15
Este post me lembrou aquele relógio Casio que é controle remoto universal. Aquilo me rendeu muitos momentos de diversão em feiras por aí…
3 Evandro // 20 1 2008 às 15:37
Just Point & Click!
possuir um desses seria no mínimo interessante!
4 _Maga // 20 1 2008 às 21:46
Isso sempre, sempre me incomoda!
Adorei a idéia! hehehe
Quando estava na escola, alguns colegas tinham aqueles relógios que vem acoplado o famoso controle universal, e viviam fazendo farra com a televisão… rs
A finalidade que você apontou é muito mais nobre hehehe
um abraço
5 ana lucia // 21 1 2008 às 13:17
Bem, eu gosto muito de ficar na frente da tv, e no meu caso obter uma assinatura foi ótimo. Adoro ver documentários no History Channel, programas como Mundo da Arte e Mundo da Literatura no SescTv, melhorar o meu francês com a Tv5, acompanhar as notícias no Jornal das Dez da GloboNews, enfim acho que tem muita coisa boa na televisão, e milhares de outras que não servem para nada, como em qualquer veículo de comunicação. Abraço.
6 dagwood // 21 1 2008 às 16:20
Eu sou do time da Ana Lucia. E sobre o controle, é uma excelente idéia. O único problema é vir a ser descoberto e, então, sofrer linchamento ao meio-dia. :S
7 daisy // 21 1 2008 às 19:36
Volto depois… Falar de TV é mais complexo que motivo para ficar complexado ;) :P
Beijo, Ale!
(saudade)
8 Anny // 22 1 2008 às 8:14
Não gosto de tv hoje. Quando estive coma vida bem embaralhada assitia todos os tipos de programa. Isto é muito bom quando não quero pensar. Esta fazedora de zumbis já tomou meu tempo demais. Agora chega.
Bom broveito pra quem gosta!
9 Fábio // 22 1 2008 às 11:17
Vc tem uma porrada de blogs. Imaginei como tinha tempo. Talvez seja por não ver tv, mas eu nasci num mundo movido a tv e barulho.
De forma que eu durmo melhor qnd estou em uma festa jogando em algum sofá do que na minha cama.
E trabalho com a tv ligada sempre(mesmo não vendo). Em reuniões com meu grupo de amigos a tv ligada na verdade motiva a conversa, comentários maliciosos sobre o filme ou colocar o audió em um canal da tv e a imagem em outra e rir do que acontece.
Eu acho que a televisão não é tão vilã assim, acho que ela é só vilã para quem realmente para pra assisti-la e não faz mais nada simultaneamente
10 daisy // 22 1 2008 às 12:15
Mas in (felizmente) é o maior meio de comunicação de massa do planeta, o que significa que a TV tem seu poder por representar algo fundamental na espécie humana: a COMUNICAÇÃO.
Porém, é certo que dentro deste labirinto de audiovisual há coisas boas e ruins. Como na internet e como na própria alma humana.
Não é mais tão chique falar mal da televisão, agora que sabemos todos que a internet tem causado grandes estragos psicológicos nas pessoas, principalmente nos jovens que de uns tempos para cá só pensam em sexo anal e mais outras perversões.
Ao menos na TV temos um leque de escolha.
Pode-se assistir a um belo filme da década de 30 ou Gugu Liberato.
Quem usa o zipp é você, não a TV.
Você decide e lá dificilmente seu filho se masturbará como em sites pornôs. E não raro poderá se divertir com as baboseiras de Malhação.
A TV veio para ficar e se dentro dela há o bem e o mal, é porque é esta nossa composição humana.
Basta dosar e pegar a pipoca para os próximos filmes produzidos no Brasil daqui pra frente com a TV Digital ;)
Beijos a todos os amigos!
Daisy Carvalho (roteirista de TV)
11 daisy // 22 1 2008 às 12:24
Para quem quiser se aprofundar numa análise séria e antropológica sobre a TV, indico este livro de ARLINDO MACHADO que poderá discutir com embasamento o que estamos vivendo hoje com a TV.
O livro é A TELEVISÃO LEVADA A SÉRIO
“Desde que foi inaugurada no país, há meio século, a televisão não deixou de crescer em importância, a ponto de firmar-se hoje como o meio de comunicação de maior influência nos costumes e na opinião pública. Neste livro, o autor Arlindo Machado, faz uma perspicaz reflexão sobre o tema. Ao grande conhecimento prático adquirido em muito tempo de atenção crítica ao que passa na tela da tevê, o autor alia um seguríssimo embasamento teórico e notável aptidão para a análise de técnicas e intenções em todas as artes visuais. Com isso dá um curso fascinante de televisão séria, mostrando o que vai por trás de reportagens, miniséries e videoclipes, por exemplo. Indispensável para todos os estudantes e pesquisadores da área, esta publicação atende também ao leitor não-especializado interessado em uma avaliação do conteúdo da programação televisiva.”
(Sinopse: Editora)
Abraços fraternos.
12 francisco // 22 1 2008 às 16:41
Tenho pavor a TV´s em restaurantes e côngeneres. Só faz realçar meu pensamento de que hoje em dia as pessoas tem medo do silêncio e de uma boa conversa, sem atrevassadores.
É inconcebível um aparelho de TV ligado enquanto o público, memso que seja um, não esteja assistindo, apenas por hábito. Isso para mim tem outro nome: Co-dependência.
13 Marcelo // 27 1 2008 às 11:15
Estudei o relator de “Prisioneiros da Mídia”. Estudei porque não foi apenas uma leitura à página “Alternativa” de um jornal em São Luís do Maranhão. E dizer que era “Imparcial” o tema.
Vejam parte da riqueza: - “Olhei apenas uma vez, gostei porque estava nú. Olhei, meu filho estralou os olhos, suspendi meu pescoço e adverti a criança. Naquele momento desliguei o aparelho. Fui eu, foi minha decisão. Na verdade meu filho estava dormindo em seu quarto.”
Dá para entender que tem muita sujeira para ser limpada em nossa sociedade nua de informações.
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