No capítulo 55 de Dom Casmurro, de Machado de Assis, Bentinho apresenta o primeiro e o último verso de um suposto soneto:
- Oh! flor do céu! oh! flor cândida e pura!
- e Perde-se a vida, ganha-se a batalha!
Por fim, depois de muito meditar, desiste da empreitada assim argumentando:
Pois, senhores, nada me consola daquele soneto que não fiz. Mas, como eu creio que os sonetos existem feitos, como as odes e os dramas, e as demais obras de arte, por uma razão de ordem metafísica, dou esses dois versos ao primeiro desocupado que os quiser. Ao domingo, ou se estiver chovendo, ou na roça, em qualquer ocasião de lazer, pode tentar ver se o soneto sai. Tudo é dar-lhe uma idéia e encher o centro que falta.
Pois tal é o jogo que lhe proponho. Complete com os 12 versos centrais que faltam.
De minha parte, desconheço métricas e rimas e prefiro não me arriscar. Mas certamente ficaria admirado se alguém enviasse o soneto completo, para alegria de Bentinho.
No entanto, não me surpreende que já existam respostas ao problema: [1] [2] [3] [4] [5] [6] [7].



1 comentário até agora ↓
1 O desafio do soneto machadiano | Livros e afins // 24 6 2008 às 11:39
[...] 24 6 2008 por Alessandro Martins · Sem comentários Eu já falei aqui sobre o soneto de Dom Casmurro (leia mais). [...]
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