Às vezes penso que esse blog não é sobre livros, leituras, leitores e escritores, mas sobre o prazer que se deve ter ao desempenhar qualquer atividade.
Se você não está tendo prazer em fazer algo, é quase certo que não deveria fazer.
Isso é o que mais me agradou nas dicas do André Gazola, no Lendo.Org.
Em todas elas existe um fundo em que essa idéia aparece.
Quantos leitores se perderam por ansiedade de pais que tentaram empurrar - às vezes de forma ríspida - a seus filhos livros para os quais eles ainda não estavam prontos.
Talvez para sempre esses entenderão a leitura como uma atividade da qual não se pode extrair o mínimo prazer.
A minha receita
- Compre um bom livro, adequado à idade e aos interesses de seu filho
- Leia-o em silêncio próximo a ele
- Ria nas partes engraçadas, faça comentários para você mesmo em voz alta
- Se ele perguntar do que se trata, não diga. Ou fale que não pode dizer
- Ao fechar o livro, diga que ele não pode lê-lo. É proibido
- Guarde em algum lugar bem visível e ao alcance de seu filho e saia da sala
- Permita que a curiosidade faça o resto do trabalho
Tremenda arapuca.



10 comentários até agora ↓
1 André // 27 12 2007 às 7:32
hehe, trapaceando, né? :D
Gostei da idéia ;)
Só um detalhe, é Gazola, com um ‘l’ só.
Obrigado e abraço.
2 Neto Cury // 27 12 2007 às 10:44
Achei a sua tática mais interessante :D
Criança quase não é curiosa!
Abração
3 Lady Cronopio // 27 12 2007 às 12:05
Hua Hua Hua…
Excelente, Alê, mas lamento informar que esta idéia já foi patenteada por mim, que uso destes golpes baixos para conseguir que meus filhos “postiços” leiam um pouco.
Rs…
Com a menina já consegui. Hoje ela já lê Fernando Pessoa Para Crianças pelo menos três vezes por semana (já sabe alguns poemas de cor!) e no momento, estamos lendo Contos Árabes de Maria Luísa Soriano. Já o rapazinho… hum… minha grande vitória foi dar de presente ao PAI dele, o Livro Perigoso Para Garotos, pedindo que não mexesse, pois era mesmo “perigoso”… Não deu outra! Outro dia cheguei em casa mais cedo e o peguei agarrado com o dito cujo. Não é grande literatura, mas é um começo.
E no mais, parabens pela iniciativa de levar às crianças o hábito da leitura.
Beijos e aquela coisa toda.
4 Pedro // 27 12 2007 às 14:41
Adorei as idéias.
Acho que a psicologia reversa funciona em muitos casos e com certeza se encaixa nesse.
Ótimas idéias.
Abraços.
5 Cristina L. // 27 12 2007 às 15:22
Perfeito, Ale. Permita-me contar orgulhosamente que minha herdeira de 3 anos adora fingir que lê: ela tem decorado as histórias de fadas que são as preferidas e repete, folheando as páginas, para se exibir, como se realmente estivesse lendo. Mas na próxima fase, a da preguiça, vou lembrar dessas tuas dicas.
6 Régis // 27 12 2007 às 16:21
Boa Alessandro. Curiosidade x o “Proibido”. Idéias abertas, mente livre, posts curiosos, eis mais um bom artigo nesse estilo.
Abraços!
7 Anny // 27 12 2007 às 18:31
Alessandro:
Você vai ser um ótimo pai. Tal e qual o seu foi . E tem mais, eles vão sentir orgulho de ter um pai assim. E vão contar histórias suas como você conta do seu pai. Maravilhoso…
8 Lenira Almeida Heck // 30 12 2007 às 13:02
Olá Ale,
Tens psicologia infantil. Acredito que seja por ai. Para entender as crianças, temos que entrar no túnel do tempo e retornarmos à nossa infância. Basta lembrar dos nossos caprichos infantis e o que fazíamos para contrariar ou alegrar os nossos pais. Criança adora chamar atenção: por birra ou por generosidade. Criança gosta de imitar os adultos sem se sentir obrigadas.
9 Flávia // 4 1 2008 às 23:21
Adorei! É mesmo uma perfeita estratégia disfarçada de brincadeira!
Usarei quando for a hora, por enquanto minha sobrinha de 2 anos adora ler (do jeito dela) os seus livros.
Sempre ótimas dicas, Alê.
Bjs
10 milinha // 12 3 2008 às 12:06
Estou a procura de algo ,que estimule meu filho de 8 anos a escrever certo,tenho certeza que a leitura e o melhor caminho.
Estou certa?ele tem dificuldades com as letras e troca p pelo b e etc…não presta atenção.
obrigada.
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