O meu artigo de hoje no NossaVia é 11 motivos para ler Hamlet.
Sei que o fato de o livro ser bom já seria mais que suficiente, mas é uma forma de mostrar a quem ainda não teve tal privilégio que a sua leitura é imperdível.
Para ficar diferente, mais divertido e menos sério, decidi listar aqui coisas que você encontra em Hamlet.
Vou tentar puxas só pela memória:
- Um fantasma
- Um suicídio
- Um louco (possivelmente sábio)
- Um sábio (possivelmente louco)
- Um fingidor (possivelmente louco e sábio)
- Um assassinato (antes da peça começar)
- Vários assassinatos e algumas mortes acidentais do início ao fim da peça
- Traição
- Amor não correspondido
- Dois lacaios enganados
- Duas execuções (a dos tais lacaios)
- Ciúme
- Disputa pelo poder
- A invasão de um país
- Duelos de espadas
- Uma história de detetive
- Uma peça dentro de uma peça
- Envenenamento
- Um final sangrento
- Uma cena macabra no cemitério
- Uma cena engraçada no cemitério
- Cinismo de primeira qualidade
- Cinismo de qualidade duvidosa
- Ironia
- Bons conselhos
- Desejo de vingança
- Vingança propriamente dita
- Paixões em geral
- Um sujeito escondido atrás de uma tapeçaria
- Um sujeito que morre atrás de uma tapeçaria
- Amizade
- Filosofia
- Burrice
- Pelo menos duas viagens internacionais
- Um dos monólogos mais conhecidos da dramaturgia
- O ser
- O não ser
- Este diálogo: Hamlet - Pode-se pescar com um verme que tenha comido de um rei e comer o peixe que se alimentou desse verme. O rei - Que queres dizer com isso? Hamlet - Nada. Apenas mostrar-vos como um rei pode fazer um passeio pelos intestinos de um mendigo
- Palavras, palavras, palavras
- Sentimentos nobres
- Sentimentos pobres
- Intriga
- Um bobo da corte (que não aparece)
- Uma família que tem todos os seus membros dizimados. Duas, aliás.
- Trocas de acusações
- Algo de podre no reino da Dinamarca
- Um castelo
- Neblina
- Dois funerais. Ou mais.
- Inimigos declarados
- Inimigos não declarados
- O resto, que é silêncio
- Mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia
Quer continuar a brincadeira? Fique à vontade nos comentários.
Não deixe de ler meu texto no NossaVia.



9 comentários até agora ↓
1 Olivia // 20 12 2007 às 9:43
eita, está tudo ao contrário aqui.
mas os melhores dos seus motivos são:
- Um sujeito escondido atrás de uma tapeçaria
- Um sujeito que morre atrás de uma tapeçaria
- Algo de podre no reino da Dinamarca
sei lá, não consigo deixar de ler hamlet sem achar tudo muito engraçadinho :D
2 Lady Cronopio // 20 12 2007 às 11:24
Fui lá.
Comentei, coloquei estrela e aquela coisa toda.
Bom demais este, viu?
Tá ficando monótono reptir isso.
Escreve algo ruim pra variar…
Ah, e entre as razões pra ler Hamlet:
O texto é tão bom, mas tão bom, que consegue transformar Mel Gibson num ator dos bons.
!
Se lembrar de mais alguma coisa volto.
O resto é silêncio.
3 Anna C. // 20 12 2007 às 15:58
Uma famosa caveira (e o monólogo que todo mundo sabe qual é não tem nada a ver com a bendita caveira!);
Uma crítica à igreja após o afogamento de determinada personagem;
Os guardas na abertura da peça;
Conforme já citado, nem Mel Gibson conseguiu afundar o texto - então já diz alguma coisa…
4 Régis // 20 12 2007 às 16:43
Dá-lhe Alessandro!
Ótimo artigo, gostei muito de sua critividade.
O que me chamou atenção no seu post no outro site foi sua teoria de como Horácio entregou de mão beijada o reino a Fortimbrás.
Fiquei curioso, será que poderia aproveitar o brilho isabelino levantado com o querido Hamlet e mandar um post com essa história, como tem feito com as reflexões Swiftianas?
“Mas, para terminar pelo começo, entre a vontade e a sorte há sempre empeço.” para fechar com um quote não batido.
5 daisy // 20 12 2007 às 17:52
Ha-ha-ha-ha
Eu falar do Mel Gibson também.. mas não fico em silêncio. Qual é a do Hamlet afinal?
Então acrescento ‘dissimulação’ porque louco assim não há. Era fingimento do playboy entediado hehe.
Beijo, Ale!
Beijo, Lady!
6 Simone // 20 12 2007 às 18:03
A palavra “exeunt”.
7 Diego Dotta // 20 12 2007 às 22:55
Alessandro, quase sobre este assunto… terminei esses dias “O Admirável Mundo Novo” e fiquei intrigado com o Sr. Selvagem, que decorou diversos clássicos (Shakespeare) e encaixava bravamente os textos no seu dia-a-dia.
Com isso me perguntei, será que existem livros que merecem infinitas releituras ao ponto de sabermos de cor suas palavras? Eu ainda não encontrei um desses.
8 Daniela // 21 12 2007 às 11:45
Só para variar um pouquinho o artigo está impecável…
continuando entao a rbincadeira:
- A música de São Valentino
- Ofélia
- ter sido reinventada como Hamet Machine por Heiner Müller
- é Shakespeare
- diálogos fascinantes
- monólogos também
9 ivone farias bonelli // 9 5 2008 às 20:04
oi…, passei por aqui e gostaria de deixar um de do de prosa…
ta interessante,bom de deixar no tempo,
mas, 100 anos da morte de Machado de Assis, merece conversas, perdas de tempo, comentários e ate um debate, mesa redonda…
podemos convidar a Capitu, o Bentinho, a alma do Escobar. por tudo em pratos limpos.
Afinal, ja se passaram 100 anos…
sinceras recomendaçôes
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