A certa altura do livro As Viagens de Gulliver, a torre do castelo onde estão os aposentos da imperatriz de Liliput se incendeia.
O povo não dá conta de apagar o fogo com baldes do tamanho de um dedal. Eis que surge Gulliver que, no meio daquela gente de quinze centímetros de altura, é um gigante.
Infelizmente, ele, na pressa, deixou seu casaco para trás, com o qual poderia facilmente dar conta das labaredas, abafando-as.
Na noite anterior, eu bebera, a não mais poder, um vinho deliciosíssimo chamado glimigrim, extremamente diurético. Por felicíssimo acaso, eu não me aliviara de nenhuma quantidade dele. O calor que me abrasava, por me haver cercado muito das chamas, forcejando para apagá-las, fez que o vinho operasse pela urina; que verti em tamanha quantidade e apliquei tão oportunamente sobre os lugares apropriados, que em três minutos se extinguiu o fogo, preservando-se da destruição o resto do nobre edifício, cuja edificação levara tanto tempo.
(…) a imperatriz, concebendo horror ao que eu fizera, passara a habitar a ala mais distante da corte e decidira nunca mais fossem aqueles edifícios restaurados para o seu uso; (…)
Não a censuro.
5 comentários até agora ↓
1 Marco // 11 12 2007 às 8:43
Esta cena fica bem mais interessante na versão de Gulliver de Milo Manara: Gullivera, já leu?
Abraços,
Marco
2 Lady Cronopio // 11 12 2007 às 9:57
Nem eu…
Rs.
Estou adorando estes flashes de Gulliver.
3 Anny // 11 12 2007 às 17:16
Quer me convencer a ler o livro?
Já conseguiu Alessandro.
Bjos
4 Diego Dotta // 11 12 2007 às 20:03
Versões é o que não faltam para este livro, também li uma versão diferente desta.
Além do problema com a Imperatriz que não deu valor ao ato heróico do bombeiro, senão me engano havia uma lei naquele país que proibia urinar no castelo, gerando mais problemas para o viajante.
5 Uninuni // 13 12 2007 às 17:38
Proibia urinar no castelo… tem certeza? nao lembro disso.
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