Detetive de fotos

19 10 2007 por Alessandro Martins · 3 comentários

Toda avó tem uma lata ou um álbum com fotos antigas. E, como é divertido olhar para aquelas imagens, pensando em como era a vida daquelas pessoas.

Bem, com a fotografia digital isso deve acabar aos poucos. O papel e o filme fotográfico vão ficando mais e mais obsoletos e raros. Não me lamento, afinal isso é apenas um sinal da passagem do tempo.

As coisas mudam.

Mas o fato é que algumas dessas latas e álbuns vão continuar a existir. Algumas dessas fotografias se perdem.

E algumas, fazendo o caminho inverso, vão misteriosamente parar nesses álbuns e latas. São aquelas fotografias com pessoas que ninguém sabe exatamento quem eram.

O trabalho de Maureen Taylor é recuperar as imagens, mas acima de tudo, recuperar o significado da imagem.

Ela consegue, com o estudo e a pesquisa de pequenos detalhes que olhos destreinados não vêem, descobrir a data aproximada e o local em que foram feitas, algumas vezes decifrando quem eram os retratados e o que faziam ali.

Certamente, a mais singela fotografia tem uma história para contar. Antes daquele milésimo de segundo congelado, algo aconteceu. E depois também. Pode-se dizer que Maureen escreve essas histórias descobrindo que legendas escrever sob tais retratos.

Fonte: blog ExtraLibris.

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    Tags: Fotografia · Livros e afins

    3 comentários até agora ↓

    • 1 Rui de Lucca // 19 10 2007 às 12:00

      A propósito, Antonio Lobo Antunes acaba de lançar um romance em que a contemplação de fotos antigas é salientada. Parece que o novo livro é uma mais um filho de Joyce, Faulkner e Virgínia Woolf pois, como se sabe, o autor usa e abusa do tal do fluxo de consciência.

    • 2 Anny // 19 10 2007 às 22:27

      Oi
      Alessandro:
      Pois é.Toda vó tinha uma lata ou um ábum com
      fotografias antigas. Não sou avó ainda e estou procupada em passar para um DVD, as fotos de meu filho. Elas estão apagando… As fotos de hoje tem dessas coisas. Desaparecem. É preciso tomar providência logo.

    • 3 daisy // 19 10 2007 às 23:42

      Olha que bacana. Por mais que a evolução faça o tempo andar, ou vice versa, há sempre pessoas sensíveis se preocupando com a memória das coisas.
      Vou até remexer nos ‘arquivos’ da vovó hehe.

      Beijo, lindo! Bom final de semana. :)

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