
A Biblioteca Nacional Digital portuguesa é daquelas em que você pode consultar pelo computador a imagem das verdadeiras obras e não apenas o texto.
Afinal, sempre é legal folhear um livro como a primeira edição de Os Lusíadas, de Luís de Camões, ainda que virtualmente. Ou, ainda, a Gazeta, publicação “em que se relatam as novas todas, que ouve nesta corte, e que vieram de varias partes no mes de Novembro de 1641″, em que se lê coisas como:

Esperamos que os holandeses tenham tido mais sorte na Andaluzia.
Não bastasse isso, os responsáveis pelo site cuidaram de organizar a documentação digitalizada de diversos autores importantes da cultura portuguesa em portais internos. E dão o mesmo tratamento a temáticas específicas ou datas especiais. Meu caro, quando você tem o material, tudo é uma questão de edição e facilitar a vida do leitor.
É o caso do que fizeram com o acervo de:
- Fernando Pessoa: no caso, o heterônimo Alberto Caeiro. Veja todas as páginas do caderno em que o poeta escreveu O Guardador de Rebanhos. Me diga? Quando você veria uma coisa dessas se não fosse a internet ou as viagens intercontinentais?
- Florbela Espanca: o site também traz obras manuscritos da sofrida poetisa suicida.
- Eça de Queiroz: leia a terceira edição de O Crime do Padre Amaro.
- Andersen: coletânea de contos e artigos sobre Hans Christian Andersen.
Bem. Se você gosta de fuçar, vai se divertir.



7 comentários até agora ↓
1 Lady Cronopio // 10 10 2007 às 9:03
Pode chorar neste blog?
Ale do Céu!
A visão do Guardador De Rebanhos encheu-me os olhos e alma…
Gratíssima.
Hoje não me demoro aqui, pois tenho muito o que fuçar naquelas páginas…
Beijos e aquela coisa toda.
2 Danny // 10 10 2007 às 11:44
É, para aqueles que leram os versos de Fernando Pessoa e deliciaram-se com sua forma de expressão, ver a escrita do autor, seus rabiscos e anotações é impressionante e comovente!
3 Sergio Grigoletto // 10 10 2007 às 14:52
Carai!
Mó trampo, hem?
Postagens como essa, dá duas: pena por não ter tempo de ver tudo e parabéns para os leitores que têm tempo.
4 Anna // 10 10 2007 às 16:15
Oi Alessandro:
Muito bom! Dei um passeio e tanto.
E ler:
“Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais…”
Tudo que eu precisava ler nesta tarde.
Beijos
5 Alexandre Kovacs // 10 10 2007 às 22:48
Muito bom! É para favoritar e voltar muitas vezes. Fiquei impressionado com a caligrafia de Florbela Espanca.
6 ana // 11 10 2007 às 9:28
Ótima dica, valeu!
7 _Maga // 12 10 2007 às 22:57
Oba!!!
Talvez use algo para o meu seminário sobre a “origem psicológica dos heterônimos do Fernando Pessoa” (uma pena não termos power point disponivel…).
Beijos
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