Entrevista com Paulo Polzonoff Jr. no Digestivo Cultural

7 10 2007 por Alessandro Martins · 11 comentários

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O Paulo Polzonoff Jr. deu uma entrevista para o Julio Daio Borges no Digestivo Cultural.

Diz ele:

Acho que o problema é bem simples: falta de estudo. Aqui no Brasil a gente tem esta idéia de que a literatura é algo que depende exclusivamente do talento. É uma coisa assim meio inata, um dom. Ter morado fora do País foi importante para mim porque entendi, finalmente, a grande diferença entre a literatura que se faz aqui e lá: estudo. E não estou falando, Deus me livre, destes cursos caça-níqueis voltados para escritores; estou falando de formação clássica mesmo.

Leia a entrevista completa.

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    Tags: Entrevistas

    11 comentários até agora ↓

    • 1 Mário // 7 10 2007 às 17:49

      Concordo com este trecho da resposta dele. Não adianta ter livros se não temos leitores. Ser alfabetizado não basta para adquirir o hábito da leitura, é preciso mais, aliás, bem mais.

    • 2 Daniela // 7 10 2007 às 18:29

      Lerei.

    • 3 Alexandre Kovacs // 7 10 2007 às 22:00

      Paulo Polzonoff é uma excelente dica! Foi um dos primeiros blogs que me fizeram descobrir que era possível escrever de forma inteligente na internet brasileira.

    • 4 daniel // 8 10 2007 às 2:23

      “Aqui no Brasil a gente tem esta idéia de que a literatura é algo que depende exclusivamente do talento. É uma coisa assim meio inata, um dom.”
      Infelizmente, não é só na literatura que isso acontece…

    • 5 Prof.Luís Eduardo (desanimado) // 8 10 2007 às 9:26

      Se nem alfabetizadas corretamente nossas crianças são. Todos os semestres tenho recebido alunos cada vez piores, medíocres.Por mais pessimista que eu esteja, eles sempre me surpreendem, negativamente. É impressionante a falta de capacidade de alguns de articular um raciocínio simples e objetivo. E uma frase então, “o que é uma frase?”

    • 6 Anna // 8 10 2007 às 18:15

      Oi Alessandro:
      A entrevista foi boa para conhecer um pouco do Paulo Polzonoff.
      Ah e ser professor hoje em dia é mesmo desanimador.Infelizmente o Prof. Luís Eduardo tem razão.
      Abraço.
      Anna

    • 7 daisy // 8 10 2007 às 19:39

      Ale, valeu pela dica. O Paulo é uma sumidade, assim como você.
      E prof. Luís Eduardo: não desanime, se você tem a chance de conviver com a primeira fase de um brasileiro, na boa, seja mais otimista porque se um professor fala em público deste jeito periga confirmar o que muitos pensam: ‘onde estão os educadores desta porra de país?’
      Desculpe Ale. :)

      Beijo, querido.

    • 8 Lady Cronopio // 9 10 2007 às 8:08

      Vocês dois… ah, sonho de consumo! Tê-los em miniatura na minha estante para consultas e papos sem fim!
      Adoro!!
      Beijos

    • 9 _Maga // 12 10 2007 às 23:45

      Concordo plenamente.

      Formação “clássica”, domínio da gramática e…

      “Esse ofício de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza - essa natureza que não presta atenção em nós”. p.110, Carlos Drummond de Andrade, trecho da crônica “Meninos do Cabo”, do livro “Fala, Amendoeira”

      Em tempo: boa parte da explicação para o fenômeno conhecido como “insigth” é recombinação de repertório, ou seja: quanto mais você sabe, maior a probabilidade de fazer algo original.

      Mais uma coisa: para aprender a escrever não tem outro jeito: treino, treino, treino…

      beijos

    • 10 Valdeck Almeida de Jesus // 24 10 2007 às 13:35

      Ah, que vontade de parir um novo livro!

      É uma verdadeira “via crucis” a vida de um escritor, ou melhor, a vida (ou morte) de um livro.
      Eu escrevo desde os 12 anos de idade. Não me lembro bem se comecei a fazê-lo no dia 15 de março de 1978 - data do meu aniversário; mas é sempre bom - para mim - ter uma data, um marco. Tenho problemas com o TEMPO.
      Ok, voltemos ao tema. Eu sempre escrevi por escrever. E sempre lia minhas poesias, literalmente, pois não me importo em memorizá-las. Escrevo como se parisse: saem de mim, têm vida própria, cuidam de caminhar sozinhas. Esperei por vinte anos por promessas vãs, de vãs filósofos, de políticos, de amigos de políticos. Pensei que não publicaria nunca um livro meu. Ah, ia me esquecendo. Publiquei uma única poesia numa antologia chamada “Poetas Brasileiros de Hoje - 1984″, da Shogun Editora (Rio, 1984). Não tenho sequer um exemplar para contar a história.
      Publico agora em antologias, publico em sites, publico em blogs… Criei meu próprio site e agora eu faço ali o que quero. Meus textos não precisam de um revisor, de um editor. Jogo tudo do jeito que nascem, e pronto! Não precisa ninguém aprovar, ou desaprovar. Eu sou o Deus Todo Poderoso. Decido o que vou publicar ou o que vai esperar. Alguns textos ficam brigando para ser o primeiro etc, mas EU é quem decido o dia e hora do nascimento deles… ou melhor, do “debut” deles na tela de milhões de computadores pelo mundo a fora. Duvida? Pesquise no Google pelo nome VALDECK, ou pelo nome VALDECK ALMEIDA DE JESUS. Nem precisa mais colocar entre aspas.
      Ah… Estou promovendo um prêmio literário, já na sua terceira edição, através do qual publico poemas de desconhecidos (em um livro).
      Vou parando por aqui, senão eu não terei tempo de segurar meus textos para não andarem sozinhos!

    • 11 Valdeck Almeida de Jesus // 28 11 2007 às 8:41

      Prêmio Literário tem inscrições gratuitas

      O poeta jequieense Valdeck Almeida de Jesus, com quatro livros publicados, inclusive nos Estados Unidos, membro da Federação de Poetas do Canadá e da União Brasileira de Escritores, ciente das dificuldades que os autores inéditos enfrentam para publicar seus trabalhos literários, está patrocinando o III Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, que tem por objetivo publicar poemas e poesias de escritores brasileiros e/ou estrangeiros, desde que escritos em língua portuguesa.
      Segundo o realizador do concurso a intenção é tirar da gaveta de escritores desconhecidos pérolas de nossa literatura que podem estar se perdendo.
      O prêmio, conferido anualmente, prevê a publicação de uma coletânea dos melhores trabalhos, e divulgação nos sites de literatura do país e do exterior.
      As inscrições são gratuitas, bastando o envio de poemas e dados completos sobre o autor (nome, endereço, telefone etc) por e-mail ou pelos correios.
      Mais informações no site http://www.galinhapulando.com
      E-mail de contato e inscrições: valdeck@hotmail.com

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