
Um dos textos mais bacanas do novo livro de meu amigo Paulo, o A Face Oculta de Nova York, é sobre as placas que existem em 2 mil dos 9 mil bancos do Central Park.
Por um valor entre US$ 2500 e US$ 7500 - dependendo do tipo de banco - o cidadão ganha o direito de colocar uma singela placa de metal com a inscrição que desejar e ajuda na manutenção do parque. Uma boa e bonita idéia. É o programa Adopt-A-Bench, uma idéia criativa, funcional e cheia de poesia.
- Mais imagens das placas colocadas nos bancos podem ser vistas num dos sets do álbum do Paulo Flickr. Algumas são comoventes, outras simples, outras engraçadas, mas todas interessantes. Você acaba querendo saber quem é a pessoa por trás daquela mensagem seja ela qual for.
O Paulo esteve em Nova York durante um ano e escreveu esse livro com aspectos e detalhes que mesmo outras pessoas que já estiveram por lá não percebem.
Mas creio que a principal qualidade do livro não é o registro da cidade em si - por mais pitoresco que isso seja -, mas o tipo de percepção que o Paulo teria tanto lá como em Quixeramobim. Para variar as coisas que ele escreve têm mais a ver com as cidades que um homem leva dentro de si do que as que passam por fora dele, na paisagem.



5 comentários até agora ↓
1 Fabiana // 27 7 2007 às 12:19
Bacana, bem que essa moda poderia pegar aqui também, mas na maioria das cidades os governos não dão a mínima para os parques… é uma pena…
2 _Maga // 27 7 2007 às 13:42
Isto lembrou-me “Cidades Invisiveis” do Italo Calvino, onde as percepções são tudo.
No interior do pais esse costume de adotar bancos é comum, a diferença é que nem sempre eles vem com mensagens… ah, inclusive bancos de igrejas são adotados! rs
beijos
3 Lilian // 27 7 2007 às 14:05
um post à altura do livro
4 Daniela // 29 7 2007 às 23:33
Uma boa pedida. Muito melhor do que encher as praças de placas publicitárias como aqui em Porto Alegre! Uma menira sútil de manter o parque limpo sem precisar anunciar milhões de produtos extravagantes…
5 Anny // 14 4 2008 às 21:35
Uma boa idéia. Adorei ver as fotos deles no livro do Paulo Polzonff jr
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