Quantos de nós não se perguntaram que livros passar adiante e quais manter depois de lidos? Afinal, eles são ótimos de serem guardados, mas nem todo mundo tem espaço suficiente para uma grande biblioteca e são poucos as edições que merecem ser realmente armazenadas. Mais das vezes, vale mais a pena passar o livro adiante e fazer alguém feliz.
O blog Unclutterer parece ser o paraíso das pessoas que gostam de manter suas coisas muito bem organizadas. Claro que o site aborda livros e bibliotecas. Em um dos artigos encontrei 6 perguntas que você pode fazer depois de ler um livro para saber se deve guardá-los ou não depois de lidos.
- É um livro de referência que consultarei com freqüência? Ele tem informações precisas por ao menos um ano? A versão impressa é mais fácil de ser consultada que a digital ou online?
- Se é um livro de receitas, as receitas que fazem parte dele estão fora da internet? O livro tem algum diferencial que justifique sua manutenção mesmo com suas receitas já na internet? Alguns livros de receita merecem ser guardados pela qualidade da edição.
- É um de meus livros favoritos? Honestamente, eu vou lê-lo algumas vezes ainda nos próximos anos?
- O livro tem alguma dedicatória? Eu conheço o autor? O autor me conhece? É um livro antigo ou raro? É uma edição esgotada? É difícil de encontrar nas lojas?
- É um livro infantil que meu filho vai pedir para ler e reler incontáveis vezes?
- Se eu ficar com o livro, há dois ou mais livros que eu poderei passar adiante a partir do momento em que eu colocá-lo na prateleira?
Se você respondeu sim a pelo menos um dos seis grupos de questões acima, do ponto de vista da organização, você pode ficar com o livro. De outra forma você pode passá-lo adiante sem medo.




7 comentários até agora ↓
1 Diego // 4 7 2007 às 17:02
Sim, isso num mundo perfeito de compreensão e autruísmo.
Sei que estou errado, mas os meus em casa ficam. hehe
2 k // 4 7 2007 às 17:24
ai ai ai… olha, eu costumo passar muita coisa pra frente porque acho que conhecimento a gente tem que multiplicar. dito isso, conto a historinha de um livro que emprestei pra uma amiga há anos. ela não lia nem bula de remédio. aí me ligou, sem graça, dizendo que estava amando o livro, mas tinha um porém. ela só tava conseguindo ler virando a capa pra trás. ai. eu não quis nem ver o pobre. pensei:”ah, vou dar pra ela, depois compro outro”. ledo engano. demorei mais de 10 anos pra achar a meleca do livro. até no site da cultura eu comprei, mas cancelaram porque o fornecedor não tinha mais. foram ANOS atrás dele. até que achei uma versão em paperback e comprei há um ou dois meses.
e eu confesso: passei a comprar às vezes 3 livros iguais pra não correr mais o risco.
3 André // 4 7 2007 às 17:39
Eu sou extremamente egoísta com meus livros.
Compro, leio, guardo (em um lugar bem visível para poder olhar mtas vezes) e empresto só em caso de vida ou morte.
São meus tesouros.
Para passar conhecimento, vou virar professor. Talvez o suficiente, por enquanto.
:)
4 Alexandre Kovacs // 4 7 2007 às 22:01
Fico envergonhado de confessar mas, no meu entendimento, livro não se empresta e muito menos se dá.
5 _Maga // 4 7 2007 às 22:48
Boas dicas!!!
beijos
6 Janaína Calaça // 5 7 2007 às 11:12
Eu sou a favor da livre circulação, mas já perdi alguns livros que me deixaram no mínimo puta da vida. Acho que o problema não é emprestar, visto que nada há demais em partilhar um prazer com o outro. O problema é a outra pessoa perceber a importância daquele livro pra você. Acho que antes de emprestarmos algo, uma bela conversa do tipo “este livro que você está levando tem importância para mim, tenho ligações com ele, etc” é importante. Se você estiver muito na dúvida, então não empreste, mas se sentir confiança no outro, vá em frente, você pode estar ajudando alguém a conhecer outras perspectivas e crescer.
Beijos
Jana.
7 Lu // 6 7 2007 às 16:35
Evito comprar livros justamente porque não consigo me desfazer deles depois (e moro num “apertamento”). Vou guardar essa listinha para a semana que vem, quando tentarei, novamente, dar fim em alguns deles.
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