Você encontra boa parte da obra de Fernando Pessoa facilmente na internet como neste site com 1.040 poemas por ele escritos.
Na verdade, há muito eu procurava certo poema do escritor português. Há tanto que já havia mesmo esquecido da procura. Eis que deparo acidentalmente com ele no Obvious:
Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa…Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca…
Este poema é perfeito para aqueles dias em que não se quer saber dos livros. Afinal, o rio corre, bem ou mal, sem edição original.




21 comentários até agora ↓
1 prill // 27 6 2007 às 23:15
por causa desse poema, estou sem estudar 1 semana… eu penso nele e automaticamente a vontade cessa. se bem que…nunca tive vontade mesmo. Macunaíma!
blog muito legal :)))))
Resposta: É…. é o poder da poesia… rs. Acompanho o blog de vocês pelo feed. Gosto muito do que vejo também. Beijos do Ale.
2 Daisy Carvalho // 28 6 2007 às 10:38
Somente Fernando Pessoa para ir tão profundamente honesto, mas poeticamente atacar aos intelectuais de sua época… Mas é eterna esta poesia… Valeu, Ale. Parabéns pelo post…
…”Tudo é poesia, o resto é sono…”
Beijos!
Resposta: Eu cheguei a pensar até que era um do Caeiro, mas ele assina como Pessoa mesmo… mas que poderia ser do Caeiro poderia… Beijos do Ale.
3 Flávia // 28 6 2007 às 18:26
Estou aqui enrolando para estudar e me deparo com essa obra prima!
Obrigado Alê, vou dar uma volta e ver o rio, mesmo que seja o Tietê, correr.
=)
Resposta: Puxa vida… rs… de forma alguma quero prejudicar os seus estudos… Beijos do Ale! Rs.
4 _Maga // 3 7 2007 às 9:21
Não conhecia e, vou dizer o que? Gostei muito, muito, muito, muito mesmo, deste poema!!!
já diria o outro “um dia frio, um bom lugar para ler um livro…”
beijos
Resposta: Se eu não me engano, existe um arranjo musical para coral para esse poema. Deve ser divertido, no mínimo… Beijos!
5 Daniela // 25 10 2007 às 17:41
Eu já conhecia o sítio. A obra de Fernando Pessoa é maravilhosa mesmo!
Bah, fiquei com muita vontade de ler os poemas dele de novo. Aporveito então a carona!
6 aline // 15 1 2008 às 21:49
tava afim de ler mas ñ tenho muitos livros
essa de ler on line é uma boa idéia.
7 elias maluco // 29 2 2008 às 13:04
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr’a saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar… (fernando Pessoa)
8 Renata // 8 3 2008 às 21:03
Queria saber o nome de um poema de Pessoa que fala das diferenças, coisas que existim que não existem mas e nem notamos a digerença!!!!!Se alguem souber!!!!!
9 Vania // 10 3 2008 às 21:32
Hoje a poesia pousa em mim feito um manto.Grato por ainda ver uma luz no fim do túnel.
10 Petro petrovich // 12 3 2008 às 9:11
um surto de curiosidade mórbida que raramente me assalta, pesquisava ontem outros sites que apresentassem o texto Morre Lentamente falsamente atribuído a Pablo Neruda.
11 Marcos // 12 3 2008 às 18:24
Fernando Pessoa é contagiante a sua maneira de escrever projeta a sua vida atráves das letras, o Guardador de Rebanhos é uma homenagem ao universo através de um de pseudonimo Alberto Caiero,Pastor de Ovelhas.
12 Joebson Carvalho // 6 4 2008 às 12:24
Em sua obra contagiante, Fernando Pessoa, desperta a “avidês” que está adormecida dentro do leitor…
13 Veronica // 14 4 2008 às 15:12
Uau, eu aameei, to aqui morrendo de sono, tenho que fazer tres trabalhos pra amanha, e um deles é declamar um poema! (: eu achei esse a minha cara! Todo mundo vai rir de mim :x
KKKK’
14 Alessandro Martins // 15 4 2008 às 8:07
Veronica,
e se perguntarem se esse poema é de Fernando Pessoa mesmo, pode mandar virem falar comigo que eu confirmo :-)
Abraços do Alessandro.
15 leticia // 21 4 2008 às 20:31
copiei numa folha e ficou muito legal
16 Alessandro Martins // 22 4 2008 às 7:41
Fico feliz que tenha ficado bom, Leticia… Abraços!
17 mara // 26 6 2008 às 20:46
eu adorei eu amo as poesias de FERNANDO PESSOA É BOM SEBER QUE AINDA A PESSOAS QUE APRESIAM A BOM E VELHA POESIA QUE DE VELHA NAO TEM NADA RSRSRSRSR
18 Sayuri (- -,) // 6 8 2008 às 13:23
\\O/ Não estou só no mundo!!
Amo a obra de Fernando Pessoa
Aaahhh…
PASSAGEM DAS HORAS
Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio:
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando…
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
(…)
Fernando Pessoa/como/Álvaro de Campos
19 alexandra // 6 8 2008 às 20:03
é uma poesia mais linda q a outra vc alem de ser um bom poeta é uma pessoa de bem numca liguei para poemas ate descubrir os seus,
obrigado o BRASIL nao teria dado valor aos poemas se nao fosse vc . “um di antes do amanha quadrado” (alexandra )
20 Alessandro Martins // 6 8 2008 às 21:23
Alexandra… acho que está enganada… eu não sou Fernando Pessoa :-)
Abraços!
21 Alessandro Martins // 9 8 2008 às 13:38
Oi, Sayuri!
Não você não está sozinha. Aliás, acho que você está muito bem acompanhada!
Abraços do Ale.
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