O Thássius Veloso, do Memórias Fracas, desafiou-me a listar os 7 livros mais estranhos que já li.
Certamente na lista abaixo nem todos os livros são estranhos, mas ampliei o conceito para outros fatores que os enquadram nessa classificação.
Também devem ter ficado de fora alguns livros bem estranhos que li, mas que no momento não recordo.
- Manual do Blefador - Tudo Que Você Precisa Saber Sobre Blefe Para Nunca Passar Vergonha, de Peter Gammond - é um livro de humor, mas ele de fato ensina a blefar e se sair bem de diversas situações que envolvam debate e conhecimento. Mas você nunca sabe quando o autor está falando a sério ou está simplesmente blefando.
- Um breviário - O caderno de orações de uma freira amiga de minha avó. Ele está encapado com um pedaço do tecido do hábito da monja. Enquanto folheava aquelas páginas e lia os trechos em português arcaico e latim, não conseguia deixar de imaginar com que parte do corpo dela aquele pano negro esteve em contato.
- História de santos e mártires - Minha avó queria que eu fosse padre. Jogava em minha mão todos os livros que tinham histórias de santos e mártires. Eu lia aquilo com o tradicional sadismo infantil, querendo descobrir de quantas maneiras torturantes um cristão podia morrer. Graças a esses livros eu imaginava que a Virgem Maria era uma espécie de assombração que aparecia para os “escolhidos”. Eu morria de medo.
- Como Perder Amigos e Aborrecer Pessoas, de Irving Tressler - O livro é uma paródia daquele Como Fazer Amigos e Influenciar as Pessoas. É humor, mas pode apostar que suas dicas dão resultado se aplicadas.
- Chapeuzinho Vermelho, de Perrault - O conto de Perrault termina quando o lobo devora a personagem-título. Sem lenhador, sem final feliz, sem gente saindo da barriga do bicho morto. Terrível para uma criança de cinco anos. Eu ficava procurando no livro as páginas que eu julgava perdidas com o resto da história.
- Dicionário Prosódico Português, de 1835 - É o livro mais antigo que há na casa de meus pais. Como não tenho o volume aqui comigo só posso dizer que é muito curioso ver as definições da época para certas palavras e as sugestões de pronúncias à moda portuguesa.
- Livros de Eric Stanton em geral - Quadrinhos, como direi, adultos. Eu não acho estranho. Mas aposto que vai haver muita gente achando esquisito esse meu lado meio pervertido.




19 comentários até agora ↓
1 Cristina L. // 29 5 2007 às 14:00
Como se a história da Chapeuzinho já não fosse terrível o suficiente do jeito mais “light”.
2 Estranhezas ou não » Memórias Fracas // 29 5 2007 às 15:02
[...] mais » O Alessandro já cumpriu o desafio. Confira no post 7 livros estranhos que li. Categoria(s): Memórias, Crônicas Publicado em 28 de Maio de [...]
3 Lucas Castro // 29 5 2007 às 15:07
Até que você é meio normal.
Rá! Aposto como se assustou ;P
ahaha
Eu nunca li coisas esquisitas envolvidas com panos de origem duvidosa. No máximo os contos e quadrinhos adultos.
abraço
4 Lika // 29 5 2007 às 19:28
Olhei algumas ilustrações do Stanton: são só cenas de tortura?
Não é exatamente esquisito mas inusitado.
Beijo
5 Pedro Menezes // 29 5 2007 às 22:36
Eu estou lendo no momento A Segunda Dama por Irving Wallace. É bem antigo, mas eu estou curtindo. : )
A propósito, mudei o theme do meu blog. hehe
Um abraço, Alessandro \o/
6 _Maga // 30 5 2007 às 10:38
hahahah bacana!!!! Mas não consigo pensar em nenhum livro estranho que tenha lido…
Agora esse brevario é uma verdadeira reliquia, não?
Ainda bem que você não virou padre… assim, pena para a tua vovó, mas para os seus leitores essa opção estava totalmente fora da lista… rs
beijos
7 Alessandro Martins // 30 5 2007 às 10:48
Histórias infantis nada têm de infantis como nós sabemos, Tina… Beijos!
8 Alessandro Martins // 30 5 2007 às 10:49
De perto ninguém é, Lucas… já disse um famoso compositor aí… Abraços!
9 Alessandro Martins // 30 5 2007 às 10:55
Não… na verdade há a predominância de cenas de dominação feminina e algum spanking, Lika… Beijos!
10 Alessandro Martins // 30 5 2007 às 11:35
Ficou legal o novo tema. Não creio que precise, mas caso seja necessária alguma ajuda pode contar comigo… Abraços!
11 Alessandro Martins // 30 5 2007 às 11:36
Nem fale, Maga… não sei como eu conseguiria viver sem alguns… ahn… aspectos da vida… Beijos!
12 Cristina L. // 30 5 2007 às 17:29
Lembrei de um livro esquisito: uma história em que umas crianças prendiam e torturavam uma babá. Era bem esquisitinho, apesar de parecer roteiro de filme de adolescente.
13 Alessandro Martins // 1 6 2007 às 9:22
Entendo, Tina. É uma mistura de Chapéuzinho Vermelho e um livro do Eric Stanton… rs… Beijos!
14 Lice // 2 6 2007 às 18:27
Estranho é o desenho do pica-pau , quando somos crianças não percebemos o quanto ele é perverso, quer mais estranho o que eu lia na escola por obrigação,hoje leio por prazer.
15 Alessandro Martins // 6 6 2007 às 10:14
Concordo, Lice. Nada mais estranho que o Pica-Pau. Pior que ele só os desenhos-desanimados de super heróis da Marvel que havia antigamente… Beijos.
16 k // 17 6 2007 às 15:54
perversõezinhas e tarinhas são aquelas coisas que a cultura tentou botar pra baixo do tapete… mas que insistem em sair de lá pq são naturais, parte da gente.
17 Lorena // 29 6 2007 às 18:32
O Blefador e Como perder amigos… me parecem boas dicas de presente de aniversário para alguns amigos meus. Mas talvez seja eu q tenho amigos estranhos.
excelente meme ou quase meme!
Resposta: Obrigado, Lorena! Você tem razão… um livro pode servir de mensagem para aquele amigo que está precisando de um toque… Abraços do Ale!
18 Estranhezas ou não | Memórias Fracas // 6 7 2007 às 14:19
[...] Leia mais » O Alessandro já cumpriu o desafio. Confira no post 7 livros estranhos que li. [...]
19 Normando // 11 10 2007 às 0:58
Oi, Alesssandro…
Comento atrasado, como sempre…
Também li o “Como Perder Amigos…”. Hilário, morri de rir… Meus amigos me viam com o livro na mão e diziam “como é que você lê um livro desses?”. Achavam que era a sério, uma atitude anti-social… Você é a primeira pessoa que conheço que também leu.
O exemplar que li estava na biblioteca pública de Salvador, mas já sumiu. Era bem velho, com páginas amarelo-avermelhadas, quase se desmanchando… Se um dia encontrar num sebo compro, mesmo que não ache mais a mesma graça…
Li também um dos “Manuais do Blefador”, mas sobre vinhos. Aliás, tenho ele… Muito bom também…
Tenho um livro, “Espancando a Empregada”, um “new roman” de Robert Coover que as pessoas sempre acham estranho quando vêem… É bem legal…
Mas acho mesmo que o mais esquisito que já li (só alguns parágrafos) foi o “Mil Platôs” de Deleuze/Guatari
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