Se você quiser saber mais detalhes sobre esse tipo de recuperação, recomendo a leitura do Caderno Técnico: Administração de Emergências, em que os procedimentos sobre a secagem de livros é relatada mais detalhadamente.
A secagem ao ar é o método mais comum e mais acessível. Ela é indicada para documentos e livros úmidos ou moderadamente molhados.
É barato, mas trabalhoso e não garante ausência de distorções nas capas e nos miolos dos livros. Não é nada recomendável para para papel cuchê.
De qualquer forma, lembre-se: depois de molhado, um livro - mesmo que secado cuidadosamente - jamais será o mesmo.
- Escolha um ambiente limpo e seco. A temperatura deve estar abaixo de 21 graus e a umidade abaixo dos 50%. Isso evitará o mofo.
- Mantenha o ar circulando no ambiente com ventiladores.
- Se o ambiente escolhido for ao ar livre, lembre que exposição a luz solar vai fazer a tinta desbotar e acelerar o envelhecimento do papel.
- Intercale papel toalha ou papel jornal em branco entre pequenos grupos de páginas do livro. Não use muitas folhas ou você distorcerá o livro.
- Coloque um mata-borrão limpo entre as duas capas e o miolo.
- Feche o livro e coloque-o sobre diversas folhas de papel absorvente.
- Mude as folhas de papel toalha com alguma freqüência, colocando-as em nova posição.
- Sempre que mudar as folhas, vire o livro.
- Quando estiver seco, mas ainda frio ao toque, feche o livro sobre uma superfície horizontal pressionado por um peso leve.
- Não empilhe livros que estão secando uns sobre os outros.
- O livro que está secando não deve voltar para a prateleira antes de completamente seco. Ele pode mofar.
- Nas margens internas a umidade deve persistir. Durante algum tempo, verifique se não há desenvolvimento de mofo nessas regiões.
- Se apenas as bordas estiverem molhadas, o livro pode ficar em pé sobre um de seu lados recebendo um suave fluxo de ar, de um ventilador, por exemplo. Para evitar a distorção das bordas, coloque os volumes sobre uma superfície plana sob leve pressão - tijolos forrados com papel, por exemplo - um pouco antes de completar a secagem.
- Não seque livros em papel cuchê por esse método. A única maneira de salvar esses livros é congelá-los quando ainda molhados e secá-los pelo método da secagem por congelamento a vácuo.
Mais à frente, falarei de outros métodos de secagem de livros.
6 comentários até agora ↓
1 _Maga // 21 5 2007 às 15:06
Quando li “use um mata-borrão” percebi que só sabia vagamente do que se tratava (a Lua, lá no mata-borrão do céu, chupavam manchas torturadas, que sufoco!!! - João Bosco e Aldir Blanc). Então fui procurar e achei esta crônica, didatica sem deixar de ser literaria e critica (ou seja, uma cronica mesmo rs): http://www.marioprataonline.com.br/obra/cronicas/o_mata_borrao.htm
Agora… “secagem por congelamento a vácuo” isso me deu medo… rs
Obrigada por mais este post de utilidade publica…
beijos
2 mario salazar // 21 5 2007 às 16:36
Hola, se entiende parte considerable del portugués desde mi español, bueno para agregar al título de como secar un libro una efectiva forma es dejarlo con las páginas abiertas debajo de una lámpara con un foco de alta intensidad, así se seca el libro aunque es verdad que queda ajado.
Una pregunta de letras ¿cómo califican la literatura de Nelida Piñón?
Y una mención de escritores brasileños traducidos al español que sean de los mejores. Saludos.
MARIO
3 Alessandro Martins // 21 5 2007 às 17:35
Oi, Mário! Até onde pesquisei não se recomenda que se seque um livro usando calor. Há uma tendência de que o papel fique frágil e as páginas fiquem onduladas. Confio bastante nesse site:
http://www.cpba.net/
Eles têm extenso material para download sobre gerenciamento de bibliotecas. Recomendo.
Sobre Nelida Piñon, embora eu mesmo não a tenha lido, sei que é tida em alta estima por aqui. Inclusive, recentemente, ela esteve em minha cidade - Curitiba - para dar uma palestra a seus leitores.
Se você encontrar alguma coisa de Fernando Sabino e Rubem Braga - cronistas de minha preferência - recomendo. Se puder, leia Quase Memória, de Carlos Heitor Cony. É um grande romancista. Da nova geração, sugiro Lourenço Mutarelli, mas acho que ainda não há tradução.
Saudações!
4 Alessandro Martins // 21 5 2007 às 17:50
Crônica interessante, Maga… acho que, na falta de um papel tão absorvente quanto um mata-borrão, já bastam papéis destes usados na cozinha para enxugar as mãos… Beijos!
5 _Maga // 22 5 2007 às 1:32
heheheheeh obrigada pelas dicas…
mas sinceramente espero nunca precisar usa-las… heheh
beijos
6 Aleksandro // 10 7 2007 às 1:08
Alessandro, estou muito afoito, hoje meu carro encheu d’água e não molhou tanto mais deu uma estragadinha em 07 livros emprestados, todos do ramos de direito, então me ajude por favor o que faço?
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