Em se tratando de livros de gramáticos, há que se separar o joio do trigo. Ou seja, os bons conselhos daquilo que é meramente transtorno obsessivo-compulsivo.
No entanto, gosto muito do Luiz Antonio Sacconi, que não faz nenhuma questão de parecer simpático, como tem sido moda depois do surgimento do professor Pasquale Cipro Neto.
Sacconi é radical em alguns pontos e seu aparente mau-humor chega a ser divertido. Seus livros, de fato, são fáceis de ler e abordam os problemas cotidianos. Recomendo sobretudo o Não Erre Mais.
Sabendo-se obter de seus livros - como este 1000 erros de português - os pontos mais úteis para a vida prática, o autor pode ajudar em muito na escrita e nas conversas mais formais do dia-a-dia. Ou seria dia a dia?
Separei alguns erros de diferentes naturezas que, em uma primeira folheada, chamaram-me mais a atenção, ou por sua curiosidade ou por sua freqüência diária:
- Super-interessante
Na famosa revista está grafada a palavra Super- acima de -interessante. Dado o desconto por tratar-se de um nome, uma marca, deve-se chamar a atenção: a palavra superinteressante escreve-se sem hífen. E, portanto, não teria essa divisão silábica, mas esta: su-pe-rin-te-res-san-te. - Um agravante, um atenuante
Agravante e atenuante são palavras femininas. Portanto, uma agravante, uma atenuante. Sempre. - Todo mundo
Todo o mundo erra essa. Todo o mundo precisa saber que o correto é “todo o mundo” em qualquer situação. - Qualidade que você gosta
Outro erro comum nos reclames diários. Quem gosta, gosta de alguma coisa, portanto, a marca de que você gosta, 11 livros eróticos de que você vai gostar. - O banco que você confia
Quem confia, confia em alguma coisa. Portanto, o banco em que você confia. - A janta está na mesa
A janta está quase consagrada pelo uso, como se costuma dizer nos meios gramáticos. Mas, se você preferir uma forma mais correta, diga sempre que o jantar está na mesa. - Desculpe a nossa falha
Se você der alguma informação errada em seu blog, não diga “desculpe a nossa falha”. Quem desculpa, desculpa alguém de (ou por) alguma coisa. Então: desculpe-nos pela falha.
Pronúncia
Os erros de pronúncia são vários. Algumas palavras ficam até esquisitas se pronunciadas da maneira correta e você corre o risco de ser considerado uma criatura exótica, mas - fazer o quê? - vamos a alguns deles:
- Um xeróx
Tire sempre uma xérox (o acento, nos dois casos, é ilustrativo). Na dúvida, peça uma fotocópia. - Féche a porta
A pronúncia correta é fêche a porta, com o e fechado (o acento é ilustrativo). - Incêsto
A pronúncia correta é incésto (o acento também é ilustrativo). - Toráxico
Escreva e pronuncie torácico. - Aerosol
Escreva e pronuncie aerossol. - Comprar no Éxtra
O “e” é fechado. Faça compras no Êxtra (novamente, acento meramente ilustrativo). Acho que nas propagandas a pronúncia usada é com o e aberto. - Sintaxe pronunciada sintakse
Essa é para os programadores de plantão. O seu código não está com problemas de “sintakse”, está com problemas de “sintásse“. As grafias entre aspas são meramente ilustrativas. A grafia correta é sintaxe. - Subzídio
Escreve-se subsídio e pronuncía-se subcídio.
Bem, agora vou ali dar uma revisada nos artigos passados, pois certamente eles estão cheios de erros. Adimito. Digo, admito.



68 comentários até agora ↓
1 Rui de Lucca // 20 3 2007 às 13:56
Desde que o autor do texto não seja um gramático propriamente dito, não há como impedir erros gramaticais. Acho isso pura convenção e apesar de trabalhar com o idioma pátrio todos os dias, considero a rigidez dispensável. Afinal, senão autor algum move a pena (ou os dedos na tecla), não é mesmo, Alessandro?
Resposta: É verdade. É verdade também que o conhecimento cada vez maior das regras gramaticais ocasiona uma incidência cada vez menor de erros, sobretudo dos mais graves. Mas mesmo entre os gramáticos há dissidências… então, para um gramático outro gramático pode escrever errado… erros… humanos têm que aprender a conviver com eles… Abraços!
2 Leonardo // 20 3 2007 às 15:32
Olá Alessandro,
conheci seu site por acaso esses dias.. desde então não consigo deixar de entrar todos os dias a procura de textos novos, ou antigos que eu não tenha lido. Parabéns..
Muito legal esse texto sobre os erros gramaticais.. afinal, quem é que não comete alguns por dia?
Sempre passa algum errinho despercebido.. rs.
Resposta: Fico feliz que tenha gostado, Leonardo… minha sugestão é que você assine o feed, assim você só vai precisar entrar quando realmente tiver algo novo ou, se preferir, ler no próprio agregador de feeds, este e todos os outros blogs que você costuma acompanhar…
Abraços e seja sempre bem-vindo.
Abraço!
3 Mário // 20 3 2007 às 16:53
Iiihh, Alê, erro de montão! Todas as pronúncias que você anotou são as que uso, as erradas, é claro (risos). Lembrei de outra frase publicitária que virou moda: “Vem pra Caixa você também, vem!” Lembrou? O certo seria “Venha para a Caixa…” Abraços, Mário.
Resposta: Sim, é verdade! Esse da Caixa é um clássico… mas como fazer caber isso num jingle, não é mesmo? Paciência… vamos deseducar o povo que a gente ganha mais… rs.
Abraços!
4 _Maga // 20 3 2007 às 17:56
Ah, uma falta imperdoavel (que tem acento em algum lugar… rs): “eu te amo”.
Escrevi um post sobre isso outro dia.
E continuo uma analfabeta gramatical… rs
beijos
Resposta: Falta imperdoável é não dizer… com ou sem erros gramaticais… rs.
Beijos!
5 Diego // 20 3 2007 às 20:10
E eu que cometia algumas dessas…
Resposta: E eu cometo o tempo todo… rs…
6 Fabiana // 20 3 2007 às 20:31
Olha os vícios de linguagem me assombrando.. :)
Resposta: A mim também, Fabi… a mim também…
7 Carlos // 20 3 2007 às 22:14
Caro Alessandro, gostei muito de seu blog.
Descobri ele hoje.
Como em algumas descobertas, esta valeu a pena.
continue…
Carlos
(http://stock-buster.blogspot.com)
Resposta: Nesse caso, seja sempre bem-vindo, Carlos. Seja como um visitante silencioso, seja como um comentarista ativo…
Abraços,
do Ale!
8 Flávia // 20 3 2007 às 23:58
É por isso que eu adoro esse blog.
Vou imprimir o post e levar para faculdade. Tenho um professor de semiótica que não deixa escapar uma!
Beijocas! :)
Resposta: Cuidado para não arranjar briga! Se perguntarem, eu nego que fui eu e apago o post…. brincadeira…
Beijos,
do Ale!
9 Thássius Veloso // 21 3 2007 às 0:24
Gostei bastante, para variar. xD
Contudo, faço duas ressalvas:
1. No Aurélio, “agravante” também pode ser um substantivo masculino: “5. O que agrava.”.
2. O som do “e” em “extra” depende da região. Aqui no Rio falamos “Êxtra” mesmo, mas, salvo engano, a propaganda do supermercado diz “Éxtra”. Quando falamos de marca, imagino que certos erros sejam ignorados.
Resposta: Para variar, bem observado Thássius… é aquela coisa, os gramáticos costumam ser piores que fundamentalistas religiosos, firmes em suas opiniões e capazes de ignorar os regionalismos e a dinâmica da língua. São elementos necessários na cultura, assim como a alta volatibilidade do verbo, que muda constantemente… na verdade, o que eles fazem é tentar segurar água entre as mãos. E, considerando que o Sacconi é dicionarista então, ele faz altas ressalvas a diversos outros dicionários… fico pensando o que ele diria do Aurélio nesse caso. Minha dica é escolher uma regra e segui-la.
Por exemplo:
Há uma linha que diz que o correto é dizer “anos setentas” e seria errado dizer “anos setenta”. Outra linha diz que está correto dizer sim “anos setenta”. A outra é que está errada. Digamos que eu ache que “anos setentas” está certo. No entanto, eu tenho o bom senso de saber que isso é muito esquisito. E como não há como estar absolutamente certo em nenhum dos casos, abdico da fórmula que acho correta e uso: década de 70. Pronto. Com fundamentalistas, é necessário ser diplomático.
10 Li // 21 3 2007 às 14:29
Ai! Que saudade…
…
Bem…
Têm tanta gente que não consegue nem pegar em um livro, chega a sentir náuseas… (conheço gente assim mesmo) quanto mais pra ler.
Eu acho a língua portuguesa fascinante, embora não conheça mais que algumas palavras. Adoraria saber todas essas regras e conseguir colocá-las em prática. Mas não conheço e não sei.
Eu lamento saber que a galerinha que vem vindo aí, sabe menos ainda.
…
Vou fazer como a Flávia e levar lá na faculdade esse post e ainda, se me permitir, vou copiar e enviar pra alguns contatos meus que dão valor em assuntos assim, que contribuem com nosso crescimento. ;)
….
Ahhhh…
Areossol???
….
beijosss.
Resposta: Devo confessar que aerossol e torácico eu sempre errei…. rs…
Beijos do Ale…
11 André // 21 3 2007 às 15:24
Lista interessante, caso estejamos falando de texto escrito, já quanto à pronúncia, não podemos dizer que “está certo desta forma e errado desta outra”.
Devemos sempre levar em conta os elementos sociolinguísticos presentes na comunicação.
Preconceito linguístico é muito pior do que erros gramaticais!
Resposta: De fato, André. No entanto, não esqueçamos que se trata de um gramático - um fundamentalista, portanto - e de que, naturalmente, ele se refere à chamada norma culta. No mais, eu acredito que cada um deve falar da maneira que lhe cai melhor e que mais lhe dá conforto, sem dúvida.
Abraços!
12 Calebe Aires // 21 3 2007 às 18:10
A língua pode ser dinâmica, mas não uma bagunça!
lembrar de algumas regrinhas sempre é bom!
Abraços
Resposta: Tem a dinâmica da língua, a âncora da gramática e, no fim, chegamos a um acordo… vamos ver em que velocidade ela se move nas próximas décadas, que tal?
Abraços!
13 Ana Cláudia Bessa // 21 3 2007 às 22:54
Alessandro,
novamente adorei seu texto mas discordo do extra e do Fêche porquer acredito que nestes casos haja a influência do sotaque de cada região.
Paulista em geral fala “ê” e carioca fala “é”.
Mas veja que curioso, no caso do mercado EXTRA, carioca fala Êxtra e paulista fala Éxtra.
Vai entender…
Resposta: É, na verdade, não creio em certos e errados, principalmente no dia a dia, na fala das pessoas… mas existe uma norma e essa norma por incrível que pareça diz que a forma de se falar feche é com o e fechado… mas, pessoalmente, não vou vou pensar que a pessoa é pior ou melhor que eu pela forma que ela adota. É apenas uma curiosidade… rs.
Beijos!
14 Eduardo Carvalho // 23 3 2007 às 19:06
Sei lá se erros de português significam alguma coisa - acho que muito pouco, na verdade. O que importa é a clareza no estilo e a lógica, que uma gramática torta não pode atrapalhar. O resto é firula.
Resposta: Esses, no caso, são erros até curiosos… não ficaria espantado de encontrá-los por aí. Mas confesso que me irrita um pouco encontrar coisas como “a” no lugar de “há”, “onde” usado para designar algo que não lugar, alguns tipos errados de emprego, ou não emprego da crase… mas tudo bem… é questão de gosto mesmo. E, sobre isso, sabe o que dizem…
Não se pode limitar mesmo a análise de um texto pela qualidade gramatical, ou grandes artistas populares seriam deixados de lado por um detalhe tão técnico, não é mesmo?
Abraços!
15 Lenira Almeida Heck // 24 3 2007 às 22:08
É… alguns dos nossos amigos são flexivéis quanto ao emprego da norma culta da língua. Na oralidade, passa, mas na escrita, a coisa complica um pouco, e pode não alcançar a credibilidade desejada.
De certa forma, todos têm um pouco de razão nos argumentos apresentados, pois o Português é uma das linguas mais difíceis de ser dominada; quando percebemos, ela nos dá uma rasteira. Ficamos amarelos e voltamos a estudá-la mais um pouco. Nunca dispenso uma gramática perto de mim. É questão de hábito.
Um abraço, Lenira
16 Rosana O. // 27 3 2007 às 8:20
Muito bom o texto. A gramática é um caminho, orientação, não uma forma de “engessar” a língua.
Mesmo com tanta riqueza nos falares regionais, não se pode ficar desatento às normas.
Abração!
Resposta: Também acho que o caminho mais bacana é o do meio… nesse caso…
Beijos!
17 Neto Cury // 27 3 2007 às 10:10
Eu sei que isso tudo é o correto, mas é por isso que eu tenho um blog! Para poder usar um texto mais popularesco, poder usar palavrões, etc.
Porém, isso tudo não justifica o uso de “miguxês” ou até escrever “qq coisa k fik asim”
Outra coisa que costumo ver com frequencia são os seguintes erros:
a pessoa quer usar passado e usa futuro-mais-que-imperfeito (hehehehe)
correto: quiseram
errado: quiserão
O contrário também existe:
correto: terão
errado: teram
Mas isso não é um ponto de discussão, quero adicionar alguns erros que eu cometo frequentemente:
“a personagem”;
“me dá um dó”.
Abração
Resposta: É engraçado como alguns erros até são aceitáveis (quando percebo um erro de digitação no blog alheio nem me encano). Agora outros são terríveis… trocar ão por am e vice-versa, por exemplo, é triste…
18 Bruh // 5 4 2007 às 2:14
As de pronúncia, não. Mas as outras, excetuando a primeira… tsc, tsc… Espero melhorar ocm a faculdade.
Mas deu uma vontade enorme de ler o livro todo.
Resposta: Eu recomendo sobretudo o Não Erre Mais. Bastante didático e com umas coisas que a gente nem imagina…
Beijos!
19 Alessandra // 6 4 2007 às 23:13
Adorei,Alê!!!!!!!!!Era tudo que eu queria.Saber erros de português mais frequentes .Não tenho nada a ver com a área,mas não suporto esses erros rotineiros na escrita.Mas tem coisas que a gente acaba perdoando mesmo.Muito interessante.Achei por acaso também.Um grande abraço,Alessandra
Resposta: Que bom que achou e que bom que gostou. Não creio que estes erros que expus sejam necessariamente os mais freqüentes. Porém achei-os bastante interessantes. Existem alguns livros que trazem listas de erros mais comuns. Recomendo os livros do Sacconi. Mas aquela coisa: lembre-se que um gramático nunca ou quase nunca leva em conta a dinâmica de evolução da língua etc…
Abraços! E volte sempre!
20 Tv Retrô // 6 5 2007 às 22:28
Ótimas dicas, adoro quando encontro textos desse tipo, sempre acabamos corrigindo erros que cometiamos por pura falta de atenção.
21 Alessandro Martins // 7 5 2007 às 8:39
Uma hora dessas eu publico um texto mais completo sobre isso, Anny… algo como “os cem erros de português mais comuns nos blogs”… Beijos!
22 Alessandro Martins // 7 5 2007 às 18:06
Ah, sim… entendi, meu caro! Lamento! Abraços…
23 Maria Gelma // 10 5 2007 às 17:54
Gostei muito das dicas do site,sempre tenho duvida sobre a escrita de determinada palavra,mesmo sendo uma aluna do curso de letras, tem momento que dar um branco geral.Mas procuro sempre tirar minhas duvidas antes de continuar a escrever.
Obrigado pelas dicas.
Maria!
24 Alessandro Martins // 13 5 2007 às 12:49
Que bom que gostou, Maria! O mérito é todo do professor Sacconi, no entanto… Beijos!
25 messias venturine // 27 5 2007 às 21:35
como diria meu amigo: luxo, poder e gloria.
Ale, que legal seu blog, sou estudante de publicidade, e pela a necessidade de se aprimorar com o portugues me trouxe ate aqui.
confesso erro bastante, mais estou correndo atras do prejuizo e sei que blogs como esse me ajudara bastante.
26 phlox // 28 5 2007 às 5:25
Céus! Agora vejo que cometo mais erros do que eu imaginava!
Ótimos posts neste blog. Muito úteis.
Obrigada por visitar meus blogs.
27 Alessandro Martins // 28 5 2007 às 8:27
Que bom, Messias… espero que seus futuros trabalhos façam sucesso nacional e que eles primem pela boa Língua Portuguesa, meu caro. Abraços!
28 Alessandro Martins // 28 5 2007 às 8:28
Todos nós cometemos, Phlox, e o tempo todo. Mas sempre dá para dar uma arrumadinha aqui e ali…
Abraços!
29 Esdras // 31 5 2007 às 14:35
Incrível. Comecei a pensar em quantos “agravantes” já escrevi por aí… Ou quantas.
30 Rosangela Alcantara // 11 6 2007 às 22:20
Quanto mais leio, mais assombração aparece…
brincadeira…rs.
Quanto mais leio mais observo quantas coisas
deixei de ler!
Valeu!
31 Lice // 12 6 2007 às 1:12
Ale!É difícil, como esses gramáticos conseguem guardar tantas regras?,eles podiam dar umas dicas para nós pobres mortais.
Resposta: Bom, Lice… essa é a vida deles, eles trabalham com isso e então fica mais fácil guardar tudo. Mas aposto que mesmo eles, em algum momento, precisam consultar suas fontes bibliográficas. Por isso, a melhor coisa é ter uma gramática e um dicionário sempre por perto… Beijos!
32 Daisy Carvalho // 17 6 2007 às 18:26
Este post me fez pensar…quase que filosoficamente a respeito da comunicação. Admiro e invejo esses imortais da gramática, porém… Creio que há algo de sublime e sobrenatural que exige que nós olhemos nos olhos e nos compreendamos, muitas vezes sem palavras ou escritas.Uma babilônia do bem. De que me vale a forma se não houver conteúdo…Trabalhei em uma editora alternativa e renomada (ed. Espaço e Tempo), e de lá foi que vislumbrei autores doutores em língua e também “Elizabeth…”, uma mulher que vivia nas ruas e que nós editamos seus belos poemas. Poemas rascantes e viscerais. Quanto aos erros? Nosso editor limpou-os, tomando cuidado para que a poesia não degenerasse.
Mas é linda nossa língua e quanto menos errarmos, melhor!
Mais uma vez, parabéns pelo artigo, Ale.
Beijos emocionados,
Daisy Carvalho.
33 Daisy Carvalho // 17 6 2007 às 18:34
De tão emocionada, estou te mandando um poema de um dos meus livros engavetados:
“Solidão
é quando tudo fica escuro.
Você olha em volta e percebe
que o único caminho
já que tudo está deserto
é descer as escadas do seu prédio
E entrar no primeiro bar.
Depois, bêbada,
Parar em frente ao templo.
Vão te salvar
Você acredita que vai ser salvo
Jura voltar
E eles fingem acreditar.
Chego em casa
tiro toda a roupa
e nua, repouso em meu sofá.
Ouvindo Wagner
rabisco poemas sujos
lembrando ou tentando lembrar
qual era mesmo o motivo de minha solidão.
Beijos!
Daisy Carvalho.
34 Patricia Müller // 25 7 2007 às 2:45
Agravante e atenuante… bem lembrados! Eu faço um enorme esforço para não cometer erros ao escrever, mas às vezes acontece de eu reler um texto antigo do blog, achar um erro e pensar: “Meu Deus, eu realmente escrevi isso???” Aí já é tarde, corrige-se, mas aí muita gente já leu. ;-) É bom relembrar algumas regrinhas de vez em quando. Gostei do post.
Um erro que me ocorre agora, muito comum também, é: “há muito tempo atrás”. (Se foi “há” muito tempo, “atrás” é redundante). Eu tive um professor de português que era extremamente rígido e como sempre gostei muito de escrever eliminei vários errinhos lá atrás com este professor. Ainda assim, sempre aprendendo… ;-)
E concordo com o Neto, “quiserão” no lugar de “quiseram” é muito comum - e péssimo!!! Outro que eu vejo pra todo lado é “durmir”.
A lista é longa… ;-)
Vamos nos esforçando para aperfeiçoar os conhecimentos, acho que todos erramos de vez em quando, posts como este são úteis para refrescar a massa cinzenta. :-)
35 Luiz Capuano // 7 8 2007 às 1:02
Outros erros que também são comuns:
- “Fazem” dez anos que eu me formei. O verbo fica no singular, independentemente do tempo decorrido.
- Ela é “meia” confusa. O correto é meio, não importa o gênero da pessoa ou do objeto a que se refere.
- Meio dia e “meio”. O segundo “meio” se refere a hora, por isso, deve ficar no feminino (meia).
- “Haviam” cem pessoas lá. O verbo fica no singular (havia).
36 Renata // 28 8 2007 às 17:49
Uma eterna dúvida minha,
Qual a pronúncia correta de:
INTUITO??????
intuíto ou intúito???
37 Gonzaga // 5 9 2007 às 9:22
Pesquisando sobre a pronúncia de algumas palavras, encontrei suas dicas, mas deixo o comentário abaixo:
Segundo dois renomados professores da língua portuguesa(na tv), além de várias consultas que fiz na internet, a palavra XEROX, pode ser pronunciada das duas formas(xeróx ou xérox).
Abraços,
Gonzaga.
38 Silvio Lourenço // 10 9 2007 às 20:45
Prezado Alessandro.
O autor Sacconi, como você afirma, é radical. A língua, longe de ser um mutante desgovernado, mesmo seguindo certos parâmetros, está longe de ser radical, podendo uma classificação de um autor ser contestada por muitos outros.
No segundo item dos erros mais freqüentes, tanto a ABL (http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23) quanto o dicionário Houaiss classificam agravante e atenuante como adjetivos e substantivos de dois gêneros. Portanto, sob esse ponto de vista, Sacconi errou. E, por ser radical, não lhe é concedido nenhum atenuante.
39 Alexandre Suyama // 12 9 2007 às 23:50
Escrevo diariamente em meu serviço, tenho muitas dúvidas, razão pela qual decidi pesquisar “erros de português”. Que feliz pesquisa! Encontrar este site foi maravilhoso. Adoro a Língua Portuguesa por sua riqueza de detalhes, logo são inúmeras dúvidas.
A de hoje, se me permite, é se podemos utilizar os termos: “os mesmos ou as mesmas”, como pronomes relativos…
Parabéns por tudo o que é apresentado no site!
Muito bom !
40 Flávia // 17 9 2007 às 14:41
oooie!!!
bom, adorei o site… =p
só que não resolveu meu problema…
pois pesquisava sobre erros de português….fatos
{risadas} =)
beeeijos =*
41 fatima // 3 10 2007 às 23:06
olá, gostei muito do site, mas será que tem solução para o meu problema? gosto muito de leitura, mas odeio ler gramatica, e sou muito indecisa para escrever acho que estou sempre escrevendo errado. abraço …
42 Oguesa // 19 10 2007 às 11:58
A gente até poderia dar uma forcinha na língua, não é mesmo. Quem sabe um Orkut desses da vida para troca de experiências e curiosidades do nosso idioma? Qualquer coisa…´´estou dentro!“
43 Sgarbi // 9 11 2007 às 22:51
“E, portanto, não teria essa divisão silábica, mas essa: su-pe-rin-te-res-san-te”.
Não seria mais adequado “(…) silábica, mas esTa”?
Abraço.
44 Fanny Webber // 19 11 2007 às 11:58
Aqui no sul tens uns erros que fazem parte do cotidiano, a da xerox é um exemplo. Mas aqui não se tem o costume de falar “e” aberto, como em Extra, aqui nós pronunciamos “êxtra”, mesmo!
45 Aline // 20 11 2007 às 16:18
Gente Adoreiiiiiiiiiiii
Bjoss
46 Aline // 20 11 2007 às 17:09
Encontrei hoje este site e adorei.
Parabéns e obrigada pelas dicas.
Bjos
47 Anny // 26 11 2007 às 10:13
Oi Alessandro:
Sempre que vejo esta página, fico pensando se escrevi alguma coisa errada. Muitas vezes, não percebo na hora e depois o erro fica me assombrando.Rs! E foi numa destas que exclui um post inteiro. Claro que fiquei com remorso, não sei como recuperar. Foi…
Bjos
48 Angélica // 1 12 2007 às 10:58
É que acabo de ver no aurélio que atenuante é um substantivo feminino mas se for usado como adjetivo tem dois gêneros. Você poderia me dar um exemplo de cada situação?
obrigada!
49 Lene // 3 12 2007 às 0:04
Parabéns pelo belíssimo trabalho e contimue nos ajudadando,estou acessando esse site pela primeira vez, muito interessante. Bom progresso.
50 Daniela // 5 12 2007 às 14:49
Nossa, fiquei corada com tanta informação. Admito que errei, algumas, se não muitas vezes. Na verdade, me pergunto se nesta frase não cometi alguns erros também.
51 Jader Floripa // 7 12 2007 às 16:04
“Nossa! Fiquei corada com tanta informação. Admito que errei algumas, se não muitas vezes. Na verdade, pergunto-me se nesta frase não cometi alguns erros também.” Tá aí Dani! Beijo
52 Lurdes // 16 12 2007 às 14:54
Eu quero saber qual è o correto? A maioria são ou a maioria è?
53 Waldez // 6 1 2008 às 15:17
A maioria é, palavra no singular.
54 joão luis // 6 1 2008 às 16:35
adorei este site. pergunto. esta correto dizer “fazer amor” sempre achei estranho esta frase. abraços.
55 João Dias // 24 1 2008 às 10:12
Caro Professor,
e o que vc me diz dos “a princípio” e “a nível de” que assombram nossos pobres ouvidos?
Um abraço!
56 Leandro // 2 2 2008 às 17:55
Maneiro. rs. Agora uma pergunta pra todos: Porque ou por que ou porquê ou por quê (rsrsrsrsrsrs) pêra (fruta) tem acento e seu plural (peras) não?
rsrsrsrsrsrs
Abç’c
57 Lenny Sampaio Jr. // 3 2 2008 às 15:36
Ei, vcs que estão aí falando que gostam de aprender português, com dicas quentes. Vcs sabem que o Prof. Sacconi tem um blog q fala justamente desses assuntinhos? É um blog bem recente, que descobri por acaso, acho que até tá em fase experimental. Mas já dá pra ter uma idéia. O cara manja horrores! Estudei na oitava série por sua gramática. Deixa Pasquale no chinelo.
58 M.Lima // 19 2 2008 às 13:12
O professor Sacconi é realmente enjoado, intolerante com os insultos à nossa língua pátria.
Mas eu o adoro.
Gostei desta página.
Queria mesmo era ter o conhecimento(em português) de um SAID ALI.
59 M.Lima // 21 2 2008 às 10:24
ajudem……!!!!!!!!!!!!!!
como acessar o blog do querido professor LUIS ANTONIO SACCONI
60 Amelie // 19 3 2008 às 10:36
errar uma ou duas vezez é humano, mas errar demais…
61 Amelie // 19 3 2008 às 10:36
>>>
62 Amelie // 19 3 2008 às 10:37
HERRAR Ê UMANU?????????
63 Wyller Carlos // 8 4 2008 às 16:50
Em primeiro lugar,parabéns pelo site.
Gostaria de saber a pronúncia correta para o termo rastelo.
Obrigado.
Wyller
64 VIANEI MENDES GARCIAS // 15 4 2008 às 19:15
NAO ME PREOCUPO MUITO COM ESCRITA JA QUE ESCREVO POUCO GOSTARIA MESMO E DE PODER FALAR CORRETO EMPREGANDO CADA PALAVRA EM SEU DEVIDO LUGAR
65 Alessandro Martins // 17 4 2008 às 9:26
Espero que consiga, Vianei. Abraços do Alessandro.
66 Antunes Palinuro Jr. // 1 5 2008 às 17:42
Adorei tudo. Gosto muito de aprender português. Por isso, já conhecia alguns livros do Prof. Sacconi, que eu considero muito mais didático que os Pasquales da vida. Aliás, ouvi um papo no cursinho que Pasquale copia muita coisa do Sacconi. Se for verdade, é um escândalo pior que o do mensalão…
67 Fernando Sampaio // 8 5 2008 às 23:54
O dicionario Aurelio aceita as pronuncias sintacse e sintasse. E aí, que faço?
“sintaxe
(cs ou ss) [Do gr. sWntaxis, pelo lat. tard. syntaxe.] “
68 Alessandro Martins // 9 5 2008 às 9:27
Fernando,
adote uma regra e siga-a. Não se deixe levar por picuinhas gramaticais.
Abraços!
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