Como fazer o seu livro viajar o mundo inteiro

12 3 2007 por Alessandro Martins · 10 comentários

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  • O site BookCrossing traz um serviço gratuito para que você possa abandonar um livro para ser encontrado por qualquer pessoa em qualquer lugar e, ainda assim, saber onde o volume está.

    Primeiro você se cadastra no site. A seguir você cadastra o livro que pretende abandonar. Ele recebe um número único. Então você deve colocar uma etiqueta ou um carimbo com esse número e algumas instruções tais como o endereço do site e como proceder para se avisar que o livro foi encontrado.

    Ao abandonar o livro, em seu cadastro você especifica o lugar onde isso aconteceu. Por exemplo: catedral de Curitiba, último banco mais à direita. Assim, se um outro usuário curitibano, por exemplo, procurar no site algum livro abandonado nessa cidade, terá indicações precisas de como encontrá-lo.

    Claro que emprestar ou trocar é mais fácil. Mas não é tão divertido.

    E o que acontecerá se uma pessoa que não é usuária do site encontrar o livro? Talvez nada. Talvez ela simplesmente o guarde e não o leia. Mas o elemento aventura faz parte da brincadeira, creio.

    E tem mais uma. Quem encontra o livro assume o compromisso de abandoná-lo novamente assim que o ler, registrando no site o local e o dia em que fez isso.

    Alguns usuários costumam combinar os locais de abandono, reduzindo os elementos aleatórios do serviço. Também é válido. Alguns livros já viajaram por continentes inteiros dessa maneira.

    Corrente da Leitura

    Inspirada nessa iniciativa a Livrarias Curitiba, uma rede de livrarias da capital paranaense, implantou o projeto Corrente da Leitura. Não é tão elaborado quanto o BookCrossing, mas o princípio é o mesmo. O livro é abandonado em algum lugar. Nele há uma mensagem que ensina que o volume deve ser passado adiante assim que ele for lido e, se tudo der certo, se ele não encontrar alguém suficientemente egoísta pela frente, continuará sua viagem indefinidamente.

    Gosto de imaginar esses livros como se fossem caravelas. Ou como sementes. Algumas darão frutos. Outras não. Mas as que derem já valem as que caíram em solo duro.

    Esse projeto é amparado pelo Plano Nacional do Livro e Leitura que é um conjunto de ações do Governo Federal para incentivar a cultura do livro no Brasil.

    Mas creio que outras livrarias não precisariam de tais incentivos para empreender projetos semelhantes. Não quero acreditar que seria impossível destinar ao menos 50 volumes mensais para isso.

    Eu mesmo já abandonei alguns livros em bancos de praça e em telefones públicos para, à distância, ver a reação das pessoas que os encontravam.

    Você também pode fazer isso.

    A gente vai participar

    A Júlia está aqui ao meu lado e vamos fazer sua inscrição no BookCrossing para, amanhã, tão logo seja possível abandonarmos o livro Moll Flanders, de Daniel Defoe, o autor de Robinson Crusoé. Quem sabe ele encontre uma boa praia e não uma ilha deserta.

    Em breve mais informações sobre isso.

    Sobre a obra, quero deixar aqui a breve apresentação do personagem e do livro, feita pelo proprio Defoe:

    Venturas e Desventuras da Famosa Moll Flanders que viu a luz nas prisões de Newgate e que, ao longo de uma vida reca em vicissitudes, a qual durou três vezes vinte anos, sem levar em conta su infância, foi durante doze anos prostituta, durante doze anos ladra, casou-se cinco vezes (uma das quais com seu próprio irmão), foi deportada oito anos na Virgínia e que, enfim, fez fortuna, viveu muito honestamente e morreu arrependida: vida contada segundo suas próprias memórias.

    Serviço

    Compare preços de livros sobre abandonar, caravelas, sementes, bookcrossing e livros de Daniel Defoe, como Robinson Crusoé.

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  • Tags: Livros e afins

    10 comentários até agora ↓

    • 1 leanDrow // 12 3 2007 às 21:37

      Pô, porque eu nunca achei um livro?! =/

      Resposta: Agora já pode achar… dá uma olhada aqui…

      http://www.bookcrossing.com/231-4917220

      Abraços!

    • 2 Iv Farias // 12 3 2007 às 21:46

      Eu costumo trocar livros com alguns leitores do libertinando. Mando pelo correio um que gosto e eles me mandam um e saem passando de mão-em-mão e cada um coloca o email assim as pessoas entram em contato criando uma rede nova de amigos. A ideia é boa, a farei também. E gostei da tua ideia de deixar os livros, mas não pensei em segui-lo por que na sua grande maioria é capaz da pessoa pegá-lo e vende-lo num Sebo para ganhar um trocadinho. Eu costumava deixar bilhetes com fragmentos de texto no ponto de onibus. É otima essa troca de ideia e de sites.

      Resposta: Que legal, Iv. Estou pensando em implementar uma idéia assim por aqui. Acho que semana que vem teremos novidades sobre isso por aqui…

      Abraços!

    • 3 Bruh // 12 3 2007 às 22:33

      Falávamos sobre isso outro dia por email, lembra? Ok, não tão “outro dia” assim.
      As pessoas deviam ser menos egoístas. Infelizmente, o que Iv disse é certo: capaz de alguém ainda pegar e vender para um sebo.
      Triste, triste.

      Resposta: Saudades, Bruh… Mas se uma passar a frente já terá sido bom… de qualquer forma, ele não vai ficar parado…

      Beijos…

    • 4 _Maga // 13 3 2007 às 0:40

      Quando li o titulo a primeira coisa que pensei foi: fácil! dá um jeito de por o livro dentro de uma garrafa e joga ao mar!!! (genial, ninguem nunca teve essa ideia antes, veja bem… rs)

      A ideia é realmente muito boa! Ainda mais se as pessoa que pegarem o livro realmente continuarem a corrente e a notificarem ao site…

      Contudo fiquei pensando na minha reação ao ver um livro em um lugar publico. É provavel que, depois de ler o titulo (ooo curiosidade rs) deixasse no mesmo lugar… imaginaria que foi perdido e que o dono deveria estar a sua procura…

      Como era a reação das pessoas ao encontrarem os seus livros???

      Que livro você acha que teria potencia para viajar pelo pais todo? (Não vale O codigo da Vinci… ahahhaah)

      beijos

      Resposta: Algumas deixavam… mas inevitavelmente eram, hora ou outra, levados…

      Beijos do Ale.

    • 5 O que acontecerá a Moll Flanders? // 13 3 2007 às 7:00

      [...] fale comigo Como fazer o seu livro viajar o mundo inteiro [...]

    • 6 Cintia // 13 3 2007 às 10:41

      Adorei essa idéia! Acho que para evitar que as pessoas vendam ou não peguem o livro, seria legal colocar na capa uma etiqueta do tipo “Livro abandonado como parte do projeto xx. Se você o encontrou, por favor leia a contracapa” e depois explicar mais detalhes sobre o projeto lá, inclusive que o livro deve ser repassado e não vendido.

      Resposta: Mas acho que isso está explicado no artigo, não está? :-) Pelo menos o projeto do Book Crossing e o das Livrarias Curitiba prevêem isso…

      Beijos,
      do Ale.

    • 7 Cintia // 13 3 2007 às 11:42

      Alessandro, ainda não tive tempo de visitar os sites recomendados, mas o que eu entendi do seu post é que as instruções são colocadas em algum lugar do livro… Minha idéia é que elas sejam afixadas na capa e contra-capa, para que quem encontrasse o livro soubesse logo de cara que ele não foi esquecido ou perdido e para que o livro perdesse boa parte do seu valor de venda, já que seria necessário arrancar ou danificar a capa consideravelmente para vendê-lo…

      Resposta: Aaaaah! Tá, entendi… é uma boa idéia. Mas, ao que parece, tem sido suficiente colocar a informação logo nas primeiras páginas. Outra possibilidade é, como você disse, colar a etiqueta na capa ou na contracapa.

      Assinei seus feeds, ok?

      Beijos!

    • 8 Como ter acesso a livros do País inteiro pagando só o correio | Alessandro Martins. // 13 4 2007 às 8:19

      [...] Lembra um pouco o BookCrossing - embora o projeto estadunidense tenha suas óbvias particularidades -, mas ainda não atingiu tal amplitude. [...]

    • 9 Livro de mochila » Em busca dos livros perdidos // 16 7 2007 às 0:36

      [...] pessoas (no mundo) fazendo isso. Começou em uma publicação do Alessandro Martins, que explica como fazer o seu livro viajar o mundo inteiro, neste momento me despertou a vontade de sair correndo cheio de livros embaixo do braço, [...]

    • 10 Anny // 13 10 2007 às 22:47

      Oi Alessandro:
      Que idéias boas a respeito de livros. Livros viajantes. Achei este assunto hoje. Você podia reeditar e colocar como assunto do dia outra vez.
      Abraço

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