Para quem não tem mais onde colocar livros, para quem quer impressionar os amigos, para quem simplesmente quer se organizar de uma maneira diferente, nada como aprender a fazer uma prateleira invisível - ou mais de uma - para sua biblioteca. Recomendada para obras sobre gravitação universal, levitação e quetais.
Aprenda a fazer uma prateleira invisível para seus livros
31 1 2007 por Alessandro Martins · 8 comentários
Tags: Bugigangas · Design



8 comentários até agora ↓
1 Flávia // 31 1 2007 às 10:51
Legal! Mas me cortaria o coração ter que destruir um livro pra fazer uma estante dessas.
Resposta: Bem… sempre existe aquele livro que todo mundo adora, mas mesmo assim fica lá fechado na estante como se nunca mais pudesse ser lido. Do ponto de vista prático, os dois estão inutilizados. Talvez dar o livro para alguém que ainda não o tenha lido, nos dois casos, seja muito mais útil…
Beijos!
2 Paulo Polzonoff Jr // 31 1 2007 às 13:19
Curioso: quando a Paula começou a fazer os livros alterados, um monte de gente a xingou, dizendo que ela era uma idiota capaz de destruir livros, como se ela estivesse jogando na fogueira uma primeira edição de Shakespeare.
Por que livros são tão sagrados para os brasileiros? Será que é porque não estamos acostumados a eles?
Ah, e isso não é uma provocação. Apenas uma pergunta.
Resposta: A melhor metáfora que conheço para explicar isso é a do fetiche sexual extremo. Digamos um sujeito que tenha um fetiche patológico por botas. Ele não vai ficar contente com uma garota que não esteja usando o objeto de seu fetiche: botas. Com o livro é a mesma coisa. Normalmente, as pessoas glorificam não o fundamental do livro - que é o texto ou seja lá qual for o conteúdo dele - mas o livro em si. O livro é apenas um objeto, um veículo pelo qual o texto chega até o leitor. Ele em si nada tem de sagrado. É apenas papel envolto em uma capa também feita de papel um pouco mais grosso. A não ser que seja uma primeira edição se magoar por um rabisco ou uma orelha de burro em um livro é bobagem. Outro livro, com o mesmo e possivelmente importante conteúdo virá. É a escolha entre as botas e a garota. Eu gosto de botas, mas pessoalmente prefiro garotas.
Há aquele livro Farenheit 451, do Ray Bradbury, em que em uma sociedade hipotética, os bombeiros queimam os livros. Para que elas sobrevivam, as obras, os rebeldes memorizam os textos. Cada um dos rebeldes passa a ser, então, “um livro”. Mas o importante, não é que o que decorou sobreviva - isso é impossível até prova em contrário - mas que o conteúdo seja passado a frente. O livro, objeto, é apenas uma aparência, uma ferramenta, um fetiche.
Acho que não chega a ser uma explicação, mas ajuda…
3 Marco // 31 1 2007 às 14:37
Concordo com o Paulo. Uma vez, numa antiga republica, resolvi botar fogo em um dicionário Aurélio para cumprir uma ameaça (a de que se não encontrasse 10 palavras nele eu o destruiria, por provar-se inútil), foi uma comoção só, por pouco não me bateram. A medida foi radical, mas o dicionário não valia a impressão e não estava com vontade de dar uma coisa inútil para alguém…
Resposta: De fato, as coisas têm seu valor, mas que se dê o valor devido… se fosse em uma época em que os livros fossem raros aí seria uma coisa de ficar revoltado. Mas nesse caso, não era para tanto. A propósito você deu a essas pessoas aquilo que um livro deveria ter: uma boa história para contar…
4 Flávia // 31 1 2007 às 15:03
Paulo, é pelo valor monetário da coisa mesmo. É, sou apegada a dinheiro, mesmo Buda me condenando.
Resposta: Hehehe… acho que, se a coisa pega, para mim é por aí… podia ter gastado aquele trintão em sorvete…
5 Paulo Polzonoff Jr. // 31 1 2007 às 16:57
Eu também sou apegado ao dinheiro, Flávia. E é por isso que acho que mais vale um livro rabiscado, cortado, picado, transformado em cofre ou em prateleira do que vê-lo lá, intocado, na estante.
6 Você cultua o objeto livro? Por quê? // 31 1 2007 às 20:41
[...] sobre Aprenda a fazer uma prateleira invisível para seus livros [...]
7 Ed // 1 2 2007 às 6:50
Só não gostei do “Eragon”.
Resposta: É ruim?
8 16 idéias criativas para você guardar seus livros e 1 pesadelo de qualquer bibliotecário | Alessandro Martins. // 24 4 2007 às 9:32
[...] Outra prateleira invisível. [...]
Deixe um comentário