Muhammad Ali: flutue como uma borboleta, ferroe como uma abelha

22 1 2007 por Alessandro Martins · 9 comentários

O humorista Jerry Seinfeld já disse que o boxe não faz muito sentido. Os caras começam a brigar sem um motivo. Teria muito mais lógica se eles dirigissem seus carros em torno do ringue, trombassem e só então começassem a trocar socos.

Mas isso é humor.

Na verdade, acho o boxe muito mais civilizado que o trânsito, por exemplo. Nenhum dos dois sobre a lona está ali obrigado. Há regras, árbitros, médicos, garotas com pouca roupa para segurar os cartazes com os números dos rounds e ninguém perder a conta. E, no caso do pugilismo, o intercâmbio de murros é algo até mesmo eticamente esperado.

No trânsito, você está sujeito - mesmo sem desejar isso com ardor - a xingamentos ou até a agressões físicas por coisas tão ofensivas como demorar um pouco mais para arrancar quando o semáforo fica verde.

Toda essa enrolação sobre boxe e trânsito é pra dizer que acabei de receber pelo correio - adoro comprar livros pela internet porque você não enfrenta a ansiedade das prateleiras e além disso recebe em casa, como se fosse um presente - quatro livros do jornalista Hunter S. Thompson, todos editados pela Conrad Editora.

Uma coisa que me deixa triste em relação a Thompson - retratado por Johnny Deep no filme Medo e Delírio em Las Vegas - é a excessiva valorização às quantidades nababescas de drogas por ele consumidas, como se isso tivesse sido importante para seu modo de fazer jornalismo ou para o fato de ter dado um tiro na cabeça enquanto conversava com a mulher ao telefone.

Mas isso é algo para ser conversado em outra hora.

Um dos quatro livros, A Grande Caçada aos Tubarões, traz o texto em que ele conta como conseguiu uma entrevista exclusiva com Muhammad Ali. Quase todas as matérias de Thompson eram sobre isso: como ele conseguiu fazer a matéria. Ele fazia de si o principal personagem de suas reportagens e é isso que o torna tão interessante, justamente porque ainda assim ele consegue dar ao leitor todas as informações importantes sem entediá-lo.

Mas o assunto é Ali. Ou Cassius Clay, seu nome antes de se converter ao islamismo. Ou como queiram.

Depois que eu parar, o boxe voltará a não ser coisa alguma. Os fãs, com seus charutos e seus chapéus abaixados, estarão lá, mas não haverá mais esposas nem homenzinhos nas ruas ou presidentes estrangeiros. Voltemos àquilo do lutador que vem para a cidade, cheira uma flor, visita um hospital, toca uma corneta e diz que está em forma. A velha história. Eu fui o único boxeador da história a quem as pessoas faziam perguntas como se eu fosse um senador.

A declaração dada por Ali em 1967, cheia de verdade, e usada por Thompson como epígrafe de sua reportagem, só demonstra que nunca na história a eloqüência andou tão de mãos dadas com a força bruta e a excelência desportiva.

Não fosse ele ter ganho o título mundial de Sonny Liston, em uma luta de sete assaltos, em 1964, seria considerado até hoje o maior falastrão da história e teria ficado por isso mesmo. Mas depois disso, quando tornou-se campeão pela primeira vez, aos 22 anos, as vitórias seguidas só vinham a confirmar o tagarelar quase profético de Ali, enquanto ele adivinhava até mesmo em que round seus adversários iriam cair.

Tudo na carreira dele é muito cinematográfico.

Na primeira luta com Liston - em que consagrou sua técnica com a guarda baixa aliada a esquivas privilegiadas para um peso pesado -, no quarto assalto, ele foi cegado por alguma substância que pode ter saído das luvas do adversário e teve que recuperar a visão aos poucos nos assaltos seguintes. No sétimo assalto, Liston - um sujeito considerado tão mau no ringue que até a mãe de Mike Tyson poderia ficar contrariada de seu filho andar com ele - desistiu alegando um ombro machucado. Sua cara parecia um bife de rodoviária e a de Ali estava ainda imaculada.

Os elementos trágicos e heróicos do boxe jamais serão transmitidos com suficiente dignidade pela tevê. Talvez pelo cinema, mas ainda assim, creio serão pobres. Basta ver o que diz Thompson em seu livro:

Nenhuma câmara de tevê ou de qualquer outro tipo jamais conseguirá transmitir precisamente a sensação quase quadrimensional de violência total e frenética que alguém sente ao ver, ouvir e quase sentir a repentina PANCADA do punho finamente acolchoado de Leon Spinks contra o osso da face de Muhammad Ali tão na frente da sua própria cara que é difícil não se encolher e tentar se esquivar.

Ali foi o único cara no mundo a lutar nove rounds de um combate que durou dez com a mandíbula quebrada. Mas isso foi em 1973, contra Ken Norton, combate que perdeu.

Aquela história de 1964 não estava bem contada. Afinal, se Liston estava com o ombro machucado e sobreviveu, bem que poderia dar conta de Ali em uma nova luta em 1965.

Logo no primeiro round, Ali acertou um soco fraco, quase sem querer e que, na hora, quase ninguém viu. Um murro tão débil que ninguém acreditou que poderia ter causado alguma coisa. O episódio ficou conhecido como The Phantom Punch, aqui registrado em vídeo, e até hoje tem gente que duvida da validade da luta, achando que Liston estava devendo para a máfia ou algo assim, como é o caso do editor da revista New Yorker, David Remnick, em seu livro O Rei do Mundo.

O fato é que, mais uma vez, a coisa tinha rendido história. E boas fotografias. Uma de Neil Leifer, por exemplo, e a minha prerida, da qual não consegui descobrir a autoria infelizmente. Talvez também seja de Leifer também.

Nas duas, Ali chama o adversário de volta à luta, mas, na segunda, com o braço abaixado, encarna com maior força o papel de semi-divindade impávida e inatingível que lhe cabe até hoje, mesmo quando, trêmulo, sob o efeito da síndrome parksoniana - não confundir com a Doença de Parkinson - acendeu a tocha olímpica em Atlanta, em 1996.

Ali, além de dizer que no ringue flutuava como uma borboleta e ferroava como uma abelha, costumava afirmar que era tão rápido que desligava a luz do quarto e chegava à cama antes que o aposento escurecesse. Ele era rápido com as palavras também e isso fazia dele uma forte figura do ponto de vista político. Seu posicionamento em relação à invasão dos Estados Unidos ao Vietnã - recusou-se a se alistar, perdendo o título - faz querer saber o que ele pensa da invasão ao Iraque.

Outro momento importante, além das duas lutas contra Liston e a contra Joe Frazier - considerada a luta do século - é aquela em que enfrentou George Foreman, no Zaire, hoje Congo, recuperando seu título em 1974. Com fundo altamente político, o combate foi retratado no livro A Luta, de Norman Mailer, e no documentário Quando Éramos Reis.

Que, aliás, depois de escrever tudo isso, pretendo pegar ainda hoje na locadora para rever. É um filme que dá uma pálida idéia da dimensão desse personagem e de sua verborragia tão assustadora quanto seus golpes.

Ainda não cheguei ao final da matéria do Thompson mas já vi que, nas últimas páginas, está a entrevista propriamente dita. Vou dar mais uma olhada no livro agora.

Ah, sim! Se você tiver uns R$ 16 mil sobrando também vale a pena comprar o livro Goat, a Tribute to Muhammad Ali, com 780 páginas e 35 quilogramas. Tudo digno de um peso pesado, editado pela Taschen.

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    Tags: Livros e afins

    9 comentários até agora ↓

    • 1 Diego // 22 1 2007 às 16:41

      Belo post, Alessandro!

      É engraçado quando eu penso que eu odeio violência, mas adoro Boxe e vale-tudo. Não sei direito.
      Eu só lembrei disso porque li sobre a mandíbula fraturada, o que me levou a pensar num reality show americano de vale-tudo. No programa, um lutador - infelizmente não venceu na final - fraturou o braço esquerdo, e venceu o oponente com o outro.
      Como diria Kurt Vonnegut em Matadouro 5: “coisas da vida!”.

      Abraço!

      Resposta: A mim também a última coisa que passa pela cabeça - e antes disso passam muitas - é resolver as coisas na base da violência. Mas tenho fascínio por essas lutas. Lembro que ficava assistindo com um grande amigo as lutas do Royce Gracie (o que sempre usava quimono e que só vencia na base das chaves e das manhas).

      Creio que todos nós temos a violência dentro da gente. Ela vem da sobrevivência necessária aos nossos antepassados. É meio genético, acho. Você pode negar isso e ignorar uma verdade, você pode extravasar e virar um encrenqueiro ou pode ficar em um meio termo…

      Se você considerar uma luta como um espetáculo, fica no que os gregos pensavam da tragédia: os personagens sofriam para que você não precisasse sofrer. Eles sofriam por você. No caso do boxe ou outras lutas, os lutadores lutatariam para que você não tenha que lutar. Bem. Eles ganham muito bem para isso em alguns casos. Normalmente os que ganham bem são justamente os que lutam para muitas pessoas. Faz sentido…

      Cada vez que uma nova pessoa comenta um artigo fico feliz pois, quase sempre, além de um leitor participativo ganho um novo blog para acompanhar nos meus feeds… Abraços!

    • 2 leanDrow // 22 1 2007 às 20:03

      Ah, pra ser sincero nunca vi uma luta de boxe por inteira…

      E o meu conhecimento se resumia ao Mike Tyson comendo a orelha do outro cara, hehehe, além do Popó. Mas no mais eu sou uma ignorância ambulante em matéria de Boxe.

      Mas de qualquer maneira muito bom seu artigo Alessandro, se algum dia eu ver alguem falando sobre boxe já tenho o que falar.

      Resposta: … ele mordeu a orelha do Evander Holyfield. Tem até uma piada sobre isso.

      Sabe o que Tyson disse para o amigo quando Holyfield passou do outro lado da calçada?
      - Tá vendo aquele? Tô comendo…

      É engraçado, pois o pessoal da geração mais nova não conheceu o boxe em seu auge. De uns dez anos para cá, os pesos pesados entraram em decadência - acho que o Tyson foi o último grande campeão - e, para a Globo, só os pesos pesados é que são boxe, embora existam outras categorias… e, como quem costuma fazer disso um espetáculo é a Globo… o boxe meio que deixou de existir, com a exceção de um Popó, agora aposentado, ou algo assim…

    • 3 Thássius Veloso // 22 1 2007 às 23:23

      Eu sou como o leanDrow, nada sei dessa modalidade esportiva. Não tinha nenhuma intenção de aprender, mas agora que li o post terei sobre o que conversar com os outros.

      Resposta: Isso faz pensar que há uma outra responsabilidade - e quero colocar essa palavra pesada com certa leveza por aqui - de quem escreve, seja um blog, um jornal ou um livro. É a de não apenas contar o que está acontecendo, o hype. Mas contar o que aconteceu. Com certeza você já conhece coisas que as pessoas que nascerem a partir de agora não conhecerão ou só conhecerão através de você… É importante o seu papel…

    • 4 Erwin // 23 1 2007 às 8:32

      O boxe é um rito. É uma maneira civilizada de violência, permitida e aplaudida por todos ou quase todos. Hoje em dia está em decadência. Como todos nós estamos de certa forma em decadência. Ou para sermos menos cínicos: uma grande pessoa aparece apenas de tempos em tempos. Lutar. Fazer parte de um jogo exige coragem, disciplina, inteligência e por último e não menos importante: forma física.
      Os grandes lutadores de hoje apenas têm o último requisito. Quando aparece a coragem no ringue, ela some rapidamente diante de medos primitivos. Dá para ver no olhar. E o primeiro é o de perder a fama que conquistou com um belo cruzado de direita, meio acidental, apesar de treinado à exaustão durante horas e horas, semanas e semanas.
      Cassius ou Muhammad - de fato - foi um fato diferente em tudo que se sabia sobre o esporte. Diferente como pessoa. As suas qualidades evidenciaram que um lutador deve começar a lutar contra os seus próprios pensamentos e após contra os pensamentos alheios. As suas idéias são melhores do que as do seu contendor. Idéias!?! Sim, a respeito da vida, da fama, da importância dela. As idéias de um lutador são como as de um tenista ou de um futebolista. Existe o momento para se pensar e o momento para se jogar. Basta pensar no momento de jogar que o braço trava e o passe não sai. Sai tudo errado. Queremos um esportista que se dissolva no esporte, que ele próprio seja uma luva de boxe.
      O nosso último herói do esporte, o Mike Tyson é o exemplo esculpido e encarnado disso tudo. Ele foi a expressão do rancor. No íntimo, creio que ele não acreditava mesmo nele. Essa é a opinião do seu treinador e relatada por David Remnick (Dentro da Floresta).
      Enquanto o Cassius Clay é um dos esportistas mais bem pagos no mundo, o Mike foi preso, novamente, tempos atrás pelos motivos de praxe.
      Nós precisamos de alguém que lute por nós e extravase todas as nossas dificuldades, frustrações e ansiedades.E que acredite nele próprio. Como se pode ser um mito como lutador e se negar a lutar pelo seu país? Pois é, ele conseguiu. Merecidamente.

      Resposta: Talvez o último grande herói do boxe tenha sido um instantâneo do último suspiro desse esporte como grande espetáculo… vamos aguardar que essa fase passe e outra melhor venha…. obrigado pelo comentário de quinze assaltos…

    • 5 Li // 23 1 2007 às 9:15

      É…
      Sou como uma “mulherzinha”… Não entendo nada de boxe, me retorço toda quando vejo um soco daqueles, me dá nojo aquele treco que eles põem na boca e ficam babando…eca!, mas acho interessante uma coisa nessas lutas: dá a impressão que eles batem com uma maciês tal qual um tapinha de gatinho (você já ganhou um tapa da patinha de um gatinho?), e a consequência do adversário que leva o “tapinha”, é impressionante.
      Agora, te confesso, como disse o leandrow, depois desse artigo, “se algum dia eu ver alguém falando sobre boxe já tenho o que falar.”

      Quanto à violência no trânsito, a coisa é medonha.
      Ainda bem que eu moro aqui, longe da loucura de uma cidade grande - com todo respeito - , pois da forma que eu dirijo, tipo uma tartaruga, e principalmente, os inenarráveis afogamentos do carro nos semáforos, acho que eu ja teria sofrido algumas escoriações, xingamentos e afins. ;-)

      beijo.

      Li.

      Resposta: Bom saber que estou enriquecendo o seu pugilismo verbal… nada de golpes baixos, hein?

    • 6 Hugo Sousa // 23 1 2007 às 22:33

      Gosto de ver box, mas bom boxe, para ser mais correcto para ver uma boa luta de box, neste momento é só em filme…
      Qualquer desporto tem a sua arte, desde que seja feito com dignidade.

      Abraço..

      Resposta: Eu nunca fui em uma ao vivo… dizem que mesmo campeonatos menores, ao vivo, causam bastante impressão. Está nos meus planos para esse ano…

    • 7 Rosana O. // 17 2 2007 às 22:16

      Quando li o seu post, fiquei me lembrando do meu pai. O velho gosta muito de boxe, e me ensinou alguma coisa sobre o esporte. O Ali foi um desses caras que você admira além daquilo que o projetou.Me lembro até de um desenho animado, o Ali como o mocinho.
      Não gosto de lutas de uma maneira geral, não assito filmes, mas gosto de filmes de boxe e de ler sobre os boxeadores. Foi bom ler seu post. Beijos

      Resposta: O Ali é desses para quem aquilo que ele fazia era apenas um veículo para expressão de algo maior… se ele fosse poeta talvez fosse tão grande como foi boxeador…

      Beijos,
      do Ale.

    • 8 Albarus Andreos // 19 6 2007 às 17:10

      Ali, eu conheci de pequenininho. Era uma figura em preto e branco, como era o herói nacional Éder Jofre. Naqueles tempos de década de 70 eu era muito pequeno para saber o que era o quê, mas ouvia falar de Érmerson Fitipaldi, João do Pulo, Rivelino… Muhammad Ali era um mito para os maiores de minha família. Meus irmão vibravam diante da velha TV Telefunken valvulada. Eu não entendia nada. Só sei que gostava do Demolidor, nas histórias em quadrinhos, cujo pai, um boxeador já velho demais para os ringues resolveu moralizar-se tarde demais e a máfia não perdoôu. Pugilismo para mim era isso: Ali, em preto e branco, máfia, Demolidor… Muito tempo depois veio Maguila, na marrativa de Luciano do Valle (muito bom!). Maguila foi “criado” para ser um Ali brasileiro. Nessa época aprendi alguma coisa do jargão: punch, jab, Don King, Rock Balboa… O cara ignorante e de bom coração que um dia virava campeão de boxe e enriquecia. Foi durante a luta entre Maguila e Hollyfield que beijei minha namorada (hoje minha esposa) pela primeira vez (nem preciso falar que não via nada da luta, a não ser, no final, as perninhas do nosso campeão tremendo nos estertores da derrota, inconsciente sobre a lona. Diziam que Maguila tinha punhos de aço, mas “queixo de vidro” (um dos jargões). Nessa época já era fã. Popó veio muito depois, e nunca entendi como esse GRANDE campeão nunca teve o real respeito e destaque que merecia. Uma fama que durou um par de anos, mas então nem patrocínio ele aranjava. Por quê, se ele tinha dois cinturões? Sandice… Sim, era porque ele não era peso-pesado! Mike tyson, dizem… fica entre o quarto e o quinto lugar dentre os maiores!! Se Tyson foi um cara que pudemos ver, mais recentemente(entre uma dentada e um estupro armado), imagina os que não vimos e que eram melhores ainda!!!! Ali era o segundo, se não me falha a memória; Foremann o terceiro, se não me engano. O primeiro… Joe Louis (The Bown Bomber). Nunca vi, mas sinto arrepios de imaginar essa cara batendo!

      Resposta: Pra mim, a mesma relação que você tem com o Ali eu tive com o Elvis e o Bruce Lee… só pra sintetizar bem a resposta que, para fazer jus ao seu comentário, teria que ser mais peso-pesada…

      Abraços!

    • 9 Diego Becker // 9 1 2008 às 0:10

      Muito legal seu post. Eu pratico muay thai e admiro muito o boxe, como acho que todo praticante de lutas ou artes marciais admira a grande maioria delas.
      Infelizmente o boxe está sumido, mas como vc respondeu a algum comentário, lutas ao vivo causam realmente um grande impacto na gente. Já presenciei muay thai amador e foi aí que decidi iniciar há uns 4 anos atráz.
      Ta aí a dica pra quem quiser, se tiver um campeonato na sua cidade, de qualquer tipo de luta, compareça e apoie pois essa galera rala muito pra chegar onde está, e com certeza além de lutar para si, lutam tambem para os espectadores!!
      Fiquem com Deus e na Paz.

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